Veraneio 1970, tem nome oficializado e deixa para trás a nomenclatura C-1416

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O modelo chegou às ruas em em 1964, na prática era um upgrade do Chevrolet Amazona da década de 1950, com nova carroceria e o nome de Chevrolet C-1416, que durou até o ano de 1969, na virada da década, a montadora lança a versão Luxo, e rebatiza o modelo, nasce o Veraneio 1970.

Após a segunda guerra mundial, Chevrolet e Willys Overland/Ford, começaram a comercializar veículos posicionado na época, como utilitários esportivos de grande porte, hoje conhecidos como SUV. No final da década de 1940 e início da década de 1950, começa a importação pela Willys Overland do “Willys Rural” com o nome oficial de “Jeep Station Wagon”. No meio da década de 1950, a Chevrolet entra na briga com o Chevrolet Amazona.

Voltando a falar do nosso Veraneio 1970, literalmente foi o ano onde que iniciou as escalada do modelo como o utilitário mais emplacado do Brasil, ao lado da Van VW kombi, em época de regime militar aos poucos as importações foram ficando cada vez mais difícil, até o ano de 1976, quando definitivamente a importação de veículos foi proibida.

Sem muitas opções de mercado, o Chevrolet Veraneio passou a ser a melhor opção de SUV para a área urbana. Também passou a ser um dos raros veículos produzidos em solo brasileiro, com um perfil comercial polivalente. Atendia a classe alta em suas versões de luxo top de linha e foi o utilitário público mais comercializado no Brasil entre 1965 e 1985, quando a montadora lançou o chassi D-20.

Desempenho

Estabilidade –  O conjunto do projeto, dava ao carro uma boa estabilidade, mas com uma suspensão muito macia, e um sistema de direção pouco preciso, era bom ficar atento em curvas de alta e em retas em altas velocidades.

Motor –  Utilizando o motor Chevrolet 4.3, era robusto, e com um giro bastante estável em altas rotações, confiável, mas o custo das manutenções preventivas e corretivas de um modelo zero km, ainda eram considerados de alto para os padrões brasileiros.

Câmbio –  O câmbio manual de 3 velocidades, era de engates macios, mas em trocas mais rápidas o motorista precisava esta bem adaptado ao sistema para não encavalar.

Retomadas e ultrapassagens – Com um motor elástico com muito fôlego, que respondia muito bem ao pedal do acelerador, era seguro e confiável.

Consumo –  Para um modelo de grande porte a gasolina fazer em média 4,3 km/l na cidade estava dentro do esperado, mais detalhes na ficha técnica no final do post.

Acabamento Externo

Faróis – Redondos de lentes boleadas, duplos na horizontal, embutidos em uma moldura cromada;

Setas dianteiras – Embutidas na carroceria abaixo dos faróis;

Para – choques –  Em lâminas de aço carbono cromados;

Faróis de neblina – Não;

Grade de ar do motor – Cromada com frisos na horizontal;

Retrovisores Externos – Com haste;

Frisos – Não;

Rodas – De aço com calotas cromadas, tradicionais da família Chevrolet;

Maçanetas – Cromadas;

Logo – “Veraneio”, na lateral do para-lama traseiro;

Lanterna Traseira – Em cor única;

Bagageiro – Apenas como opcional na versão luxo;

Teto Solar – Não;

Limpador do vidro traseiro – Não;

Acabamento interno e Instrumentos

Painel – Com mostradores em escala circular;

Conta – giros – Não;

Acabamento do painel – Em aço na cor da carroceria;

Volante – De dois raios;

Sistema de som – Não disponível de fábrica – Colocado pelo proprietário;

Ventilador – N/D;

Ar – condicionado – Não;

Ar –  quente – Sim;

Luz de leitura – Não;

Relógio – Não;

Acendedor de cigarros – Sim;

Cinzeiro – Sim;

Acionamento dos vidros – Manual basculante;

Sistema de travamento das portas – Mecânico;

Ajuste dos retrovisores externos – Manual;

Acabamento dos bancos – Em Courvin;

Acabamento das portas – Em Courvin;

Luz de Sinalização no rodapé das portas – Não;

Banco traseiro – Sem acessórios;

Encosto de cabeça – Não;

Desembaçador elétrico do vidro traseiro – Não;

Assoalho – Emborrachado – Opcional carpete;

Porta-malas – Emborrachado – Opcional carpete;

Ficha Técnica – Veraneio 1970

Carroceria – SUV antiga;

Porte – Grande;

Portas – 4;

Motor –  4.3 Cód 261;

Cilindros – 6 em linha;

Válvulas por cilindro – 2;

Posição – Longitudinal;

Combustível – Gasolina;

Potência – 151 cv;

Peso Torque – 62,3 kg/kgfm;

Cilindrada – 4278 cm³;

Torque máximo – 32,1 kgfm a 2400 rpm;

Potência Máxima – 3800 rpm;

Tração – Traseira;

Alimentação –  Carburador;

Direção – Simples – Opcional hidráulica;

Câmbio – Manual de 3 velocidades com alavanca na coluna de direção;

Embreagem – Monodisco a seco;

Freios – Freio a tambor nas 4 rodas;

Peso – 2000 kg;

Suspensão dianteira – Independente, Braços sobrepostos – Mola helicoidal;

Suspensão traseira – Eixo rígido – Mola helicoidal;

Comprimento – 5162 mm;

Distância entre-eixos – 2920 mm;

Largura – 1976 mm;

Altura – 1730 mm;

Aceleração de 0 a 100 – 18,3 Segundos;

Velocidade máxima – 142 km/h;

Consumo: Cidade 4,3 km/l – Estrada 5,8 km/l;

Autonomia: Cidade 301 km – Estrada 406 km;

Porta malas – 1607 Litros;

Carga útil – 500 kg;

Tanque de combustível – 70 Litros;

Valor atualizado Aproximado – R$ 345.713,00 – Preço pessoa física;

Valor atualizado aproximado se refere apenas a uma estimativa de quanto o carro custaria hoje Zero Km na concessionária – Não possui nenhum parâmetro real do mercado atual.

O Motor Tudo, NÃO trabalha com nenhum tipo de comércio de carros, apenas faz matérias sobre a história de carros clássicos brasileiros.

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