Monza 96 GLS Uma das últimas unidades a sair da linha de produção

Ele nasceu em 1982, revolucionou com seu visual e com um motor com torque macio, o sucesso foi tão grande que sua presença no mercado, transformou o badalado e moderno Ford Del Rey em ultrapassado

No primeiro ano da década de 1980, o mercado nacional ainda estava a espera de um modelo que pudesse literalmente mexer com o mercado nacional, os modelos nacionais, VW Passat, Ford Corcel e Chevrolet Opala, eram eficientes, e caiam no agrado do público, mas a história entre 1981 até o fim da produção do médio da Chevrolet, com a versão Monza 96, foi bastante agitada.

Em 1981 chega ao mercado o Ford Del Rey, mesmo sendo uma versão sedã do já existente Ford Corcel, com nova suspensão e com um acabamento interno digno de um médio de luxo, se tornou o grande destaque do mercado nacional, o médio da Ford passou a ser sinônimo de luxo, conforto, bom gosto, o sucesso foi tã grande que o preço da versão top de linha série ouro, chegava a custar o preço das versões tp de linha da família Opala, mas no ano seguinte o Monza colocaria ordem no mercado.

Em 1982 o Monza chega ao Brasil na versão hatch, quem viveu a época, os anos de 1982 e 1983, e viu de perto um modelo zero KM, sabe a sensação que sentíamos, era como ver um carro literalmente de outro mundo, principalmente quando olhávamos por dentro e víamos o painel, muito a frente de nossa realidade aqui no Brasil.

O impacto no mercado dos modelos médios foi tão grande, que o moderno e badalado Ford Del Rel, imediatamente se tornou ultrapassado, a Volkswagen correu para fazer um Upgrade nos motores refrigerados a água, e lançar o MD-270 1.6, e logo na sequência foi obrigada a trazer para o Brasil a segunda geração do Passat, O VW Santana.

A guerra dos médios de luxo no Brasil se tornou a maior batalha da história da industria automobilística nacional, os grandes líderes foram, Ford Corcel entre 1968 e 1974, VW Passat entre 1974 e 1980, Ford Del Rey entre 1981 e 1982, Chevrolet Monza entre 1983 e 1986, VW Santana entre 1987 e 1991.

Mas com a chegada dos importados, e novos modelos nacionais com uma estrutura mais moderna, a Chevrolet descontinuou um dos maiores e melhores modelos já produzidos em solo nacional, com sua ultima unidade produzida, no primeiro ano da segunda metade da década de 1990, o Monza 96 GLS.

Desempenho

A versão do Monza GLS com injeção eletrônica monoponto, era eficiente e rápida, o motor Chevrolet Família II 2.0, entregava oficialmente 110 CV, atingindo velocidade final real de 172 KM/h e indo de 0 a 100 em 14,6 Segundos.

O câmbio manual de 5 velocidades, era eficiente, talvez o mais macio e eficiente da era dos sedãs médios.

A tecnologia utilizada na suspensão, sem a menor sombra de dúvida era a mais avançada do mercado brasileiro, a Chevrolet conseguia unir em uma mesma suspensão, macies e eficiência, deixando o carro ao mesmo tempo muito confortável e estável;

Mesmo já considerado com uma estrutura não atualizada para a época, o tubarão, era um dos modelos nacionais mais confortáveis para dirigir.

Acabamento Externo

Frente com faróis chanfrados com lente unica, faróis + luz de longo alcance;

Grade de ar do motor, pintada na cor do carro;

Para-choques envolventes bicolor, preto, e na cor do carro;

Rodas de liga-leve 185/70 R13;

Retrovisores panorâmicos pintados na cor do carro, com controle interno elétrico;

Friso lateral emborrachado em toda a extensão do carro;

Lanternas traseiras com lente fumê, bonitas e de ótima sinalização;

Logo na tampa do porta malas Monza GLS;

Acabamento Interno

Painel completo + conta – giros e voltímetro;

Volante de três raios estilo anatômico, com regulagem de altura;

Rádio CD Player;

Relógio digital;

Travamento central das portas;

Vidros elétricos;

Travas elétricas;

Retrovisores com ajuste elétrico;

Ar – condicionado;

Ar – quente;

Acabamento de bancos e portas em tecido aveludado, e opcional para couro;

Apoio de braço para o banco traseiro.

Encosto de cabeça vazado, nos bancos dianteiros e traseiros;

Luz de leitura nos bancos dianteiros;

Desembaçador elétrico no vidro traseiro;

Assoalho e porta – malas acarpetados.

Ficha Técnica – Monza 96 GLS

Carroceria sedã;

Porte médio;

4 portas;

Motor GM Família II 2.0;

Cilindros 4 em linha;

Transversal;

Tuchos hidráulicos;

Tração dianteira;

Combustível Gasolina;

Injeção Monoponto;

Direção Hidráulica;

Câmbio manual de 5 marchas;

Embreagem monodisco a seco;

Freios a disco ventilado nas rodas dianteiras e tambor nas rodas traseiras;

Peso 1105 KG;

Potência 110 CV;

16,6 kgfm a 3200 rpm;

Potência Máxima 5600 RPM.

De 0 a 100 – 14,6 Segundos;

Velocidade máxima 172 KM/h;

Consumo na Cidade 8 KM/L – Estrada 12,8 KM/L;

Autonomia: Cidade 456 KM – Estrada 729,6 KM;

Porta malas 656 Litros;

Carga útil 475;

Tanque de combustível 57 Litros;

Motor Tudo – Monza 96 GLS

Carros Clássicos Brasil – Monza Tubarão

2 comentários sobre “Monza 96 GLS Uma das últimas unidades a sair da linha de produção”

  1. Monza 1996. Apesar de 23 anos e estar ultrapassado em questoes tecnologicas que saiu de linha, é um modelo conhecido no Brasil, confortavel e de referencia. Para um modelo lançado lá no começo ainda da decada de 80′, durou bastante indo até 96!
    Muito boa materia. Cheguei a ver um monza 96 ano passado(2018) de mesma cor do da postagem.

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