Volkswagen 1600 a família de compactos que mudou o Brasil

Entre os anos de 1950 e 1967, o sucesso do Fusca foi tão grande que não demorou para aparecer seus derivados

Em 1967 os primeiros protótipos da família Typ 3, chegaram ao Brasil, mas o projeto europeu mais avançado, teria que passar pro diversas mudanças para se adaptar as péssimas condições de nossa gasolina, ruas e estradas, só em 1968 que o primeiro modelo da família Volkswagen 1600, deu as caras no mercado nacional, o compacto sedã de três volumes, que popularmente ficou conhecido como Zé do Caixão.

O modelo logo de cara caiu nas graças do público, o número de unidades emplacadas ainda estava bem longe do sucesso do Fusca, mas para frotistas e taxistas, se tornou uma excelente opção, ágil na cidade, econômico e de manutenção descomplicada, além de um acabamento interno bastante requintado para a época.

Em 1969 chega ao mercado a famosa Ventosa

O VW Variant se tornou a SW compacta da família Volkswagen 1600, e finalmente as vendas decolaram, no final da década de 1960 o mercado de carros estava bastante aquecido, uma nova classe de trabalhadores economicamente ativa, havia se formado com a revolução industrial entre o final da década de 1950 e início da década de 1960, um modelo mais espaçoso, com cara de fim de semana e que cabia no bolso na classe média operária, além de ter um motor montado na horizontal, dando ao carro um torque mais suave e minimizando os níveis de ruído interno.

Em 1970 a familia versão fastback chega ao mercado o VW TL

Para muitos foi o antecessor do Passat, o VW TL, vinha com motor montado na mesma posição da irmã Variant, era o modelo esportivo da família Volkswagen 1600, chegou a ter uma versão com um visual esportivo, o Volkswagen TL Sport 1600 de 1973, na prática não havia nenhum desempenho extra, mas ganhava no visual.

Volkswagen Brasilia em 1973, a família ganha o hatch compacto

Foi o modelo da família 1600, mas vendido disparado, com 931,204 unidades emplacadas 11 anos de produção, um número bastante significativo, para um modelo compacto durante a década de 1970.

SP1 e SP 2 o primeiro esportivo compacto com desempenho diferenciado

Volkswagen SP2 1.7 Montado pela Karmann Ghia, desenvolvido e distribuído pela Volkswagen, chegou ao mercado na plataforma Volkswagen 1600 da Variant, e batizado como SP1, com pacatos 65 CV, não fez muito sucesso e logo foi substituído pelo SP2, com um motor mais nervoso de 1700 cilindradas, 75 CV de força, e um cambio diferenciado, com marchas mais alongadas, deixando o carro bem mais elástico que toda a família VW.

O projeto Volkswagen SP3, chegou a ser iniciado um projeto com motor refrigerado a água, ms na prática, nunca saiu do papel, pois causaria uma concorrência no quintal de casa, com o moderno e badalado Passat.

Mesmo assim a Dacon criou um protótipo, sobre a plataforma de um Passat, que foi testado pela revista Quatro Rodas.

Karmann Ghia, o modelo mais caro da família

O modelo Karmann Ghia, era o irmão rico da failia Volkswagen 1600, porém produzido na unidade da parceira KAramnn, inicialmente equipado com o motor 1500, mas em 1970 ganha novo motor 1600, porém com menos fôlego apenas 50 CV e 10,8 kgfm de Torque Máximo.

Na prática o que acontecia entre Volkswagen e Karmann Ghia, era basicamente o mesmo padrão de contrato que existia com a Autolatina, com o fornecimento de motores AP, os modelos Ford Del Rey, Pampa e Escort, que recebiam o motor da concorrente, tinham que ter potência reduzida em relação aos modelos VW do mesmo segmento.

O modelo era destinado a classe média alta e alta, que tinham gostos por compactos, mas queriam um algo a mais, era o compacto mais caro do país, chegando a ter o mesmo preço de modelos médios mais requintados.

Acabamento Interno da família Volkswagen 1600

Era basicamente o mesmo para todos os modelos, com exceção do SP2.

Painel – Com mostradores básicos em escala circular + relógio analógico, como opcional;

Acabamento do painel – em imitação de madeira jacarandá ou em vinil preto;

Volante – Plástico injetado de dois raios na cor preto, com meia lua cromada para acionamento da buzina,e brasão Wolfsburg ao centro, ou estilo canoa;

Sistema de som – Rádio AM/FM – opcional;

Ventilador – Não possui;

Ar – condicionado – Não possui;

Ar –  quente – Não possui;

Acendedor de cigarros – Sim

Cinzeiro – Sim

Acionamento dos vidros – Manual basculante;

Sistema de travamento das portas – Mecânico;

Ajuste do retrovisor – Manual;

Acabamento dos bancos – Em vinil, na cor preto com detalhes aveludados;

Acabamento das portas – Em vinil e ou, com detalhes em imitação de madeira Jacarandá;

Banco traseiro – Sem acessórios;

Encosto de cabeça – Não possui;

Desembaçador elétrico do vidro traseiro – Não possui;

Assoalho – Emborrachado;

Porta-malas – Com tecido feltro;

Ficha Técnica – Volkswagen 1600

Carroceria – VW;

Porte – Compacto;

Portas – 2 ou 4;

Motor – Volkswagen Boxer 1600;

Cilindros – 4 opostos;

Posição – Longitudinal;

Tuchos – Mecânicos;

Tração – Traseira;

Combustível – Gasolina;

Alimentação – Carburador simples ou duplo;

Direção – Simples;

Câmbio – Manual de 4 marchas;

Embreagem – Monodisco a seco;

Freios – A tambor nas quatro rodas;

Peso – 865 KG;

Comprimento – 4220 mm;

Distância entre-eixos – 2450 mm;

Potência – 65 CV;

Cilindrada – 1584 cm³;

Torque máximo – 13 kgfm a 3000 rpm;

Potência Máxima – 4600 RPM;

Aceleração de 0 a 100 – 21 Segundos;

Velocidade máxima – 135 KM/h;

Consumo: Cidade 8 KM/L – Estrada 11 KM/L;

Autonomia: Cidade 328 KM – Estrada 451 KM;

Porta malas – Varia conforme o modelo;

Carga útil – Não Informado;

Tanque de combustível – 41 Litros;

Valor atualizado Aproximado – Não Informado;

Valor atualizado aproximado se refere apenas a uma estimativa de quanto o carro custaria hoje Zero Km na concessionária – Não possui nenhum parâmetro real do mercado atual.

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