Santana 2.0 2003, ganha opção para motor Flex, rodas do Gol Turbo e Volante do Gol Power

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No ano de 2003, tanto o Santana 2.0, como a versão equipada com motor 1.8, recebem seu último upgrade significativo, passam a ser equipados com rodas do Gol Turbo e Volante do Gol Power, e no segundo semestre do mesmo ano, ganha a opção de motor Flex, e permanecendo praticamente sem alterações até o último ano de produção em 2006.

No dia 24 de março de 2003, a Volkswagen apresenta o primeiro carro nacional com motor flex, o Gol com motor AP 1.6 de 97 cv na gasolina e 99 cv com álcool. No segundo semestre do mesmo ano apareceram algumas poucas unidades com VW Santana com motor Flex.

Entre os anos de 2003 e 2006 pocas unidades flex do médio da Volkswagen, saíram da linha de montagem, mas o Volkswagen Santana que basicamente mantinha a mesma plataforma desde seu lançamento em 1984, claro, recebendo os devidos upgrades com o passar dos anos. Honrosamente foi um sobrevivente da grande batalha dos médios de luxo da década de 1980, que se despediu do mercado com tecnologia que ainda não eram imaginadas em seu lançamento, como freios ABS, Injeção eletrônica e até opção para motor Flex.

A unidade aqui da matéria, é um Santana 2.0, do ano de 2003 a gasolina, na cor Vermelho Merlot. Está em um impressionante estado de conservação, sem qualquer alteração ou retoque de pintura. Motor nunca foi lavado, estepe intocado, plásticos protetores no carpete e até as palhetas dos limpadores do para-brisa ainda são de fábrica. Sempre guardado em garagem fechada. O modelo é destinado para colecionadores e foi testado e avaliado pelo Ateliê do Carro.

Desempenho

Estabilidade –  O conjunto do projeto, ainda era um dos mais atualizados do mercado, deixando o carro seguro e muito eficiente.

Motor –  Utilizando o motor VW AP – 2000 de 114 cv, conseguia unir muita confiança e robustez, mesmo com 5 adultos e porta-malas cheio, praticamente não perdia o fôlego. O ponto negativo ficava para a frente muito leve, somado a um motor potente, qualquer acelerada mais forte os pneus patinavam.

Câmbio –  O câmbio manual de 5 velocidades, tinha relações, bastante elásticas, de engates macios e muito precisos, deixando o carro confortável e divertido de dirigir.

Retomadas e ultrapassagens – Com um motor com bastante fôlego e um câmbio descomplicado o carro era seguro e eficiente.

Consumo –  Mesmo sendo um modelo 2.0 a gasolina, de um carro que pesava mais de uma tonelada, ainda conseguia fazer 9,1 km/l na cidade – Ficha técnica completa no final do post.

Acabamento Externo

Faróis –  Retangulares de lentes planas, levemente inclinados, acompanhando as linhas do carro;

Setas dianteiras – Embutidas no mesmo conjunto com os faróis;

Para – choques –  Envolventes na cor do carro;

Faróis de neblina – Sim;

Grade de ar do motor – Na cor grafite com friso na horizontal;

Retrovisores Externos – Panorâmicos pintados na cor da carroceria, com controle elétrico interno;

Frisos – Emborrachado na cor da carroceria em toda a extensão lateral do carro;

Rodas – Liga leve 195/60 R14;

Maçanetas – Na cor da carroceria;

Logo – “Santana” na tampa do porta malas;

Lanterna Traseira – Tricolor frisada com luz de ré;

Bagageiro – Não;

Teto Solar – Não;

Limpador do vidro traseiro – Não;

Acabamento interno e Instrumentos

Painel – Com mostradores em escala circular;

Conta – giros – Sim;

Acabamento do painel – Em vinil, cinza e grafite;

Volante – Espumado de quatro raios, estilo executivo;

Sistema de som – Opcional;

Ventilador – Sim;

Ar – condicionado – Sim;

Ar –  quente – Sim;

Luz de leitura – Não;

Relógio – Digital;

Acendedor de cigarros – Sim;

Cinzeiro – Sim;

Acionamento dos vidros – Elétrico nas quatro portas;

Sistema de travamento das portas – Elétrico, com travamento central;

Ajuste dos retrovisores externos – Elétrico;

Acabamento dos bancos – Em tecido aveludado;

Acabamento das portas – Em tecido e vinil;

Luz de Sinalização no rodapé das portas – Não;

Banco traseiro – Com cinto de segurança de três pontos e encosto de cabeça para dois passageiros + apoio para o braço;

Encosto de cabeça – Para quatro passageiros;

Desembaçador elétrico do vidro traseiro – Sim;

Assoalho – Acarpetado;

Porta-malas – Acarpetado;

Ficha Técnica – Santana 2.0 – ano 2003

Carroceria – Sedã;

Porte – Médio;

Portas – 4;

Motor –  AP – 2000;

Cilindros – 4 em linha;

Válvulas por cilindro – 2;

Posição – Longitudinal;

Tração – Dianteira;

Combustível – Gasolina;

Alimentação –  Injeção Multiponto;

Direção – Hidráulica;

Câmbio – Manual de 5 velocidades, alavanca no assoalho;

Embreagem – Monodisco a seco;

Freios – Freio a disco ventilado nas rodas dianteiras e tambor nas rodas traseiras;

Peso – 1095 kg;

Comprimento – 4607 mm;

Distância entre-eixos – 2550 mm;

Largura – 1700 mm;

Altura – 1423 mm;

Potência – 114 cv;

Cilindrada – 1984 cm³;

Peso Torque – 62,6 kg/kgfm;

Torque máximo – 17,5 kgfm a 3000 rpm;

Potência Máxima – 5250 rpm;

Aceleração de 0 a 100 – 10,3 Segundos;

Velocidade máxima – 186 km/h;

Consumo: Cidade 9,1 km/l – Estrada 13,5 km/l;

Autonomia: Cidade 655 km – Estrada 972 km;

Porta malas – 413 Litros;

Carga útil – 440 kg;

Tanque de combustível – 72 Litros;

Valor atualizado Aproximado – R$ 132.990,00;

Valor atualizado aproximado se refere apenas a uma estimativa de quanto o carro custaria hoje Zero Km na concessionária – Não possui nenhum parâmetro real do mercado atual.

O Motor Tudo, NÃO trabalha com nenhum tipo de comércio de carros, apenas faz matérias sobre a história de carros clássicos brasileiros.

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