Puma conversível GTS 1980 com acabamento interno marrom

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Um esportivo que marcou época e ficou mais glamouroso com capota bege, acabamento interno marrom e conta-giros

No ano de 1979, ele atingiu seu maior pico de vendas, com 3.595 unidades emplacadas, no ano seguinte teve sua primeira queda, 3.042 unidades comercializadas, mas ainda era um dos esportivos mais sonhados e badalados. A versão Puma conversível GTS 1980, vinha com um algo a mais, acabamento interno marrom e capota bege.

Além do visual esporte fino, o modelo oferecia diversos mostradores, pressão do óleo, conta – giros e temperatura do motor, além das lindas rodas de liga – leve.

Outra questão que contava muito a favor do Puma, era que as 4 montadores em série, Ford, Chevrolet, Volkswagen e Fiat, ainda não produziam modelos conversíveis, um público economicamente muito ativo, responsável pelo sucesso dos foras de série, só foi percebido em 1983/1984 quando a Ford colocou no mercado o Escort XR3 conversível.

Desempenho

Pesando apenas 730 kg, o esportivo Puma GTS conversível, era um dos carros nacionais com o melhor desempenho na cidade, de 0 a 100 em 13,9 segundo, em 1980 já utilizava o motor Tork da Kombi, com alternador de alta capacidade e ignição eletrônica, dando ao carro um torque mais firme e suave;

Na estrada tinha um bom desempenho atingindo velocidade final de 160 km/h reais, desempenho que a família VW 1600, não alcançava;

Em curvas de alta tinha um desempenho regular, mesmo com pneus largos, e uma boa aerodinâmica, a plataforma ainda a mesma da família VW 1600, era sempre bom o motorista ficar atento;

Em retas, em velocidade acima de 140 km/h era um carro estável, sem balanços, mas passava muita vibração para a carroceria em virtude da instabilidade do giro do motor Boxer.

Acabamento Externo

Desenho que lembrava os grandes esportivos europeus;

Capota em vinil;

Faróis redondos embutidos na carroceria de fibra;

Setas dianteiras retangulares, bem posicionada;

Repetidor de setas nas laterais dos para – lamas dianteiros;

Para-choques bipartido em Lâminas de aço cromadas;

Retrovisores satélite, com ajuste manual;

Rodas de liga leve exclusivas Puma;

Maçanetas embutidas nas portas;

Escapamento esportivo com um ronco único;

Lanternas traseiras as mesmas utilizadas no Volkswagen Kombi;

Logo Puma GT 1600 na tampa traseira.

Acabamento Interno

Painel com diversos mostradores, entre eles, temperatura do óleo e conta – giros;

Painel com acabamento em couro marrom;

Volante de três raios, com forração em couro;

Bancos esportivos anatômicos em tecido aveludado, com encosto de cabeça embutido;

Acabamento das portas em couro;

Luz de segurança nas portas;

Acionamento dos vidros manual, basculante;

Assoalho acarpetado.

Ficha Técnica – Puma conversível GTS 1980

Carroceria Conversível esportiva;

Porte Compacto;

2 portas;

Motor VW Boxer Tork 1600;

Cilindros 4 em linha;

Longitudinal;

Tuchos mecânicos;

Tração traseira;

Combustível Gasolina;

Carburador;

Direção simples;

Câmbio manual de 4 marchas;

Embreagem monodisco a seco;

Freios a disco sólido nas rodas dianteiras e tambor nas rodas traseiras;

Peso 730 kg;

Potência 57 cv;

11,8 kgfm a 2600 rpm;

Potência Máxima 4200 rpm.

De 0 a 100 – 13,9 Segundos;

Velocidade máxima 160 km/h;

Consumo na Cidade 11 km/l – Estrada 13 km/l;

Autonomia: Cidade 278,8 km – Estrada 446,9 km;

Porta malas 50 Litros;

Carga útil Não Informado;

Tanque de combustível 41 Litros;

Valor atualizado Aproximado – R$ 157.754,00 – sem opcionais;

Valor atualizado aproximado se refere apenas a uma estimativa de quanto o carro custaria hoje Zero Km na concessionária – Não possui nenhum parâmetro real do mercado atual.

O Motor Tudo, NÃO trabalha com nenhum tipo de comércio de carros, apenas faz matérias sobre a história de carros clássicos brasileiros.

3 comentários sobre “Puma conversível GTS 1980 com acabamento interno marrom”

  1. Alguns errinhos bobos na descrição. O carro é lindo! Esse modelo saiu emb78, 79 e 80 com motor boxer(cilindros opostos) e não longitudinal (cilindros em linha). E as lanternas traseiras eram da Kombi e não da Brasília que só saiu nos modelos seguintes 81, 82 e 83, quando encerrou a produção da Puma. Depois foi reproduzida por outras empresas, mas nem de longe fizeram o sucesso que deixou apaixonados como eu para a vida toda. Tive 2, um GT 1978 dessa cor aí e um GTS 1977 amarelo. Parabéns Brunelli

  2. Demais! O interior lindo, a meu ver, lembrando o do SP2. Certos carros esportivos, bastante inspirados, nas linhas do Porsche, marcaram época. O carro que tive que mais se aproximou em desempenho do Puma, foi o Gol 1.6 LS, motor boxer arrefecido a ar. Não sei ao certo a velocidade final, provavelmente menor, porque era mais pesado. Em comparação com os 1.6 VW que tinha dirigido antes, era bem melhor de desempenho, mais macio de suspensão, e acabamento mais bem cuidado. Não faz muito tempo, vi um Puma lindo, bem nesse estilo, perto de casa, em Santo André. Certos carros são mesmo clássicos.

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