Passat os 3 motivos que levaram ao seu fim

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Considerado o esportivo mais perfeito de todos os tempos no Brasil, até o ano de 1988, o fim do Passat Quadrado deixou um vazio na industria automobilística nacional

Justiça seja feita antes do fim da produção do Passat Quadrado, a montadora lutou para manter o carro no mercado, mas um conjunto de fatores tornou impossível a sobrevida do modelo.

Apesar de muitos acharem que o motivo do fim do Passat foi apenas a queda das vendas dentro do mercado nacional, na verdade outros dois fatores muito importantes contribuíram para o fim da produção.

O primeiro fator como já foi falado, a queda das vendas entre os anos de 1986 e 1987.

No ano de 1987 a montadora através de seu setor de marketing, iniciou um processo de estudos no Brasil  e em países com o perfil de consumidor semelhantes ao nosso, e identificou que a tendencia do mercado para o início dos anos 1990 eram de vendas para sedãs médios como o Santana, que seria a segunda geração do Passat, e compactos como os da linha BX, Gol, Voyage, Saveiro e Parati.

Ainda sim, a montadora iniciou um projeto para tentar renovar o Passat para o início dos anos 1990, o problema era que ainda vivíamos sob o regime militar, e para cada mudança nos carros nacionais precisaria passar por um conjunto de aprovações e fiscalizações por parte dos órgãos governamentais, no final do projeto o valor do carro ficaria muito fora da realidade do mercado nacional.

Em 1988 a VW colocou fim a produção do esportivo mais perfeito da história do Brasil até aquele ano.

Por ironia do destino seu principal concorrente, o Monza Hatch faleceu também no mesmo ano.

Segue abaixo uma foto de como seria nosso Passat no início dos anos 1990.

Imagem do Passat europeu.


Motor Tudo – Volkswagen Passat – 1988/1989.

Carros dos anos 80 – Passat Antigo

17 comentários sobre “Passat os 3 motivos que levaram ao seu fim”

  1. Fui do no de 9 passat, e por duas vezes o mesmo carro.
    Um carro acima de qualquer comentário para a época. Consumo, conforto, estabilidade, designer, confiabilidade (só ficou devendo em não ter ar condicionado, coisa muito rara para o modelo, mesmo se tratando de carros comercializados no escaldante calor habitual do Rio de janeiro)
    Infelizmente me deixei levar pela evolução.
    Hoje tenho um carro “Fantástico” (Toyota RAV4 2011), mas ainda sonho e voltar a possuir o carro que marcou minha geração.

    1. Eu tive um Passat LSE, uma versão que foi feita para o Iraque….Esse tinha um acabamento primoroso com carpete vinho e bancos na mesma tonalidade.
      Mais o principal era o ar condicionado que gelava de verdade…até hj nunca vi um ar gelar tanto como aquele.

  2. Esse modelo circulou na Europa com o nome Passat (ainda se vê alguns por lá) e depois veio com o nome Santana para o Brasil e mercado Asiático (reparem a semelhança do carro) só que nunca veio o hatch. A tendência era para o Sedã
    O Passat foi dos melhores carros que tive até hoje. Ainda tenho um LSE 86 Iraquiano 1.6 que já tem mais de 800 mil Kms com dois motores, hoje tem um motor 1.8

  3. As pessoas sempre elogiaram e elogiam muito o Passat. Nunca cheguei a ter um, mas amigos e vizinhos, tiveram o 1.6 e o 1.8 Pointer GTS. Foi realmente um carro excelente. Fico pensando qual seria o melhor carro que tive, e entre eles estão o Kadett SL/E 1.8 EFI, super confortável, tecnológico e o motor 1.8 GM com injeção eletrônica, tinha um desempenho excelente. Também um Siena 1.6 16V, super avião, bastante confortável e equipado, com o qual fiz diversas viagens longas, inclusive de São Paulo SP a Itajaí SC, e fui super bem. Acabei trocando o Siena por um Palio 1.0 Celebration todo equipado, porque a concessionária queria 14 mil Reais à vista para eu pegar outro Siena, além de diversas outras prestações que tive que pagar. O Palio, por ser 1.0, era agilíssimo na cidade, com o motor Fire e na estrada, carregado com 4 pessoas e bagagens, facilmente ia aos 100 km/h, nem parecendo estar carregado. Só deixava a desejar na velocidade final, por ser 1.0, mas foi outro dos melhores carros que tive.

  4. eu tive praticamente todos os passat a começar por um 1975 LS e dai por diante TS 77 78 82 E O MELHOR DE TODOS UM GTS POINTER 1985/1986 BRANCO QUE FIQUEI POR 12 ANOS ATE 1996 QUE FIZ UMA BURRADA VENDI ELE E COMPREI UM SANTANA E ME ARREPENDO ATE HOJE FOI O MELHOR CARRO QUE TIVE ATE HOJE
    TENHO 64 ANOS TENHO CARRO DESDE OS 18. NUNCA VI OUTRO IGUAL FICO IMAGINANDO ELE HOJE COM A TECNOLOGIA ATUAL.

  5. No início de 1983 eu comprei meu primeiro Passat, um LS azul marinho, ano / modelo 1981. Em 1985, meu saudoso amigo mecânico, o João, instalou no carro um motor AP1800-S, um câmbio PV de cinco marchas, e um escapamento duplo, de ponta-a-ponta (a partir do coletor – também duplo), tratado com cromo duro industrial pela antiga ZINCOMATIC. O assoalho e o baú do estepe do carro foram retrabalhados para acomodar o novo escapamento, a grade e os faróis foram substituídos pelos do GTS Pointer, um spoiler modelo 1984 foi instalado, nele embutido dois faróis de milha CARELLO amarelos. O relógio de horas cedeu lugar para um tacômetro, e foi montado um console de TS 1977 com três mostradores. As rodas passaram a ser MOMO, não 14”, sim 15”, UM SHOW À PARTE NA ÉPOCA, os bancos RECARO e o volante “quatro-bolas”. Modificações nos telescópios da suspensão dianteira rebaixaram levemente a frente do carro. No ano de 1992, eu comprei um Gol GTS zero km; o Passat ficava a maior parte do tempo guardado coberto num estacionamento; por uma quantia irresistível eu o vendi; ele pertence a quem o comprou até hoje.

  6. Verdade, o autor desta carroceria mandou muito mal mesmo, se o passat tivesse continuado com este desenho, de fato, teria sido um tiro no pé. Pois perde feio em design e harmonia para o saudoso GTS pointer

  7. Acho que este outro tbm não iria para frente tbm, o carro é muito feio nada se compara ao passar GTS Pointer 1.8 ano 88 e modelo 89 ao qual eu tive um e foi o melhor carro que possui até hoje. Deixou saudades!

      1. Eu também tive um semi novo em 1986. Ano de fábrica 1985. Excelente automóvel para a época. Era imbatível na esportividade. Bancos Recaro era uma de suas marcas. Motor 1.8. Faixas laterais. Volante 4 raios!
        Muita saudade!

        1. Meu pai teve um passat Ls 1982 0km à alcool, preto, colocamos spoiler e logotipos do TS, lindo de parar o trânsito.
          Sem dúvidas o pior carro q ja vi , a VW não acertou os primeiros carros a álcool, carburados com 2 meses foi substituído, no inverno(RS) era um parto pra funcionar,se afogasse podia abandonar por umas 4horas, a bomba de injeção de gasolina nunca funcionava, 15minutos no minimo aquecendo a uns 3.ooorpm pra conseguir andar,pior impossivel. Em 1987 tivemos um Passat 1.6 vilage tbm à alcool , o melhor carro q andei, perfeito em todos os quesitos, funcionamento, retomada, freio. Impressonante a evolução no alcool. Village 87 ,nota 10.

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