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Passat GTS Pointer, a trajetória do TS 1975/76 ao GTS 1988/89

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Passat GTS Pointer, considerado o carro nacional mais equilibrado, e o esportivo mais rápido do Brasil, entre as décadas de 1970 e 1980, em seu ano de despedida era equipado com o motor AP- 1.8S a álcool, que deixou o modelo com melhor velocidade final real entre os carros produzidos em solo brasileiro.

A história começou em 1975 já como modelo 1976, com a chegada da versão esportiva o Passat TS com motor BS 1.6, logo se tronou o esportivo entre os compactos e médios mais eficiente do país. Em 1979 ganha faróis e para-choques quadrados, e em 1980 a versão esportiva passa a ser disponibilizada com duas motorizações, o motor BR 1.5 a álcool e o motor BS 1.6 a gasolina.

Em setembro de 1982 já como modelo 1983, o carro ganha novo upgrade de motor, o eficiente MD-270 1.6, nas configurações álcool e gasolina, e é rebatizado de Passat GTS. No primeiro semestre de 1984 é novamente rebatizado, agora de Passat GTS pointer, já com faróis duplos, mas ainda equipado com as versões do motor MD-270 -1.6.

No ano de 1983 o recém chegado Escort XR3 com o motor Cléon Fonte/Renault 1.6, rebatizado de CHT, agora montado na posição transversal, e na configuração a álcool, passa a ser pela primeira vez o esportivo nacional mais rápido, superando o VW Passat.

No segundo semestre de 1984, o GTS Pointer, ganha cores mais destacadas como o vermelho sport, e o novo motor MD-280 1.8, com câmbio alongado de 4 marchas, conhecido como projeto EA 827, e se torna novamente o carro nacional mais ágil, robusto, nervoso e reassumindo o posto de esportivo mais rápido. Mas mas com um sério problema de vibração em altas rotações, suas bielas eram muitos curtas, de 136 mm, e o virabrequim tinha curso maior do que deveria.

Em dezembro de 1984, já como modelo 1985, o Passat GTS Pointer, ganha o novo motor, o AP 1.8, com bielas maiores, de 144 mm, pistões de maior diâmetro e virabrequim com menor curso, nasce a primeira geração dos motores AP, muito mais estável em altas rotações, mais econômico e mais robusto. No mesmo período, o esportivo também ganha um novo upgrade no visual, para-choques envolventes, novo painel e novos desenhos de bancos Recaro.

No ano de 1987, veio seu maior tropeço, com as vendas em alta dos modelos, VW Santana, Chevrolet Monza e Ford Escort, o mercado dos médios ficou bastante restrito, e as vendas de toda a família Passat despencam.

Em 1988 já como modelo 1989, ele se despede do mercado, deixando um verdadeiro legado, o primeiro foi ser mais eficiente que seu sucessor, o Passat B2 – VW Santana, o Passat quadrado tinha melhor aerodinâmica, era mais rápido e bem mais leve. No ano de despedida uma das últimas unidades ao sair da linha de montagem foi homenageada por um grupo de funcionários, adaptaram ao modelo o motor e câmbio do recém chegado Gol Gti 2.0.

Curiosidade. Em dezembro de 1988, quando os últimos exemplares foram produzidos, a montadora disponibilizou duas fichas técnicas para o mesmo carro, uma mostrando ano 1988 e a outra do ano de 1989, ambas possuem exatamente os mesmos números e informações.

Desempenho

Estabilidade –  O conjunto do projeto, era o mais eficiente do Brasil, muito equilibrado em curvas de alta, em retas, e em altas velocidades, se mantinha bastante estável.

Motor –  Utilizando o motor Volkswagen AP 1800-S de 99 cv, a álcool, com aceleração de 0 a 100 de 10,9 segundos, era confiável e de manutenção descomplicada.

Câmbio –  O câmbio manual de 5 velocidade, era de engates rápidos e macios, dando um ar todo esportivo ao carro.

Retomadas e ultrapassagens – O motor AP-1800-S, tinha muito fôlego, era elástico e respondia rápido ao acelerador, mesmo com 5 adultos e porta-malas cheio praticamente mantinha o mesmo desempenho e consumo.

Consumo –  Para um motor de 4 cilindros a álcool de um carro de médio porte, fazer 6,3 km/l na cidade, era considerado dentro dos padrões para a época.

Acabamento Externo

Faróis –  Faróis de lentes quadradas, duplos na horizontal, embutidos em uma moldura cromada;

Setas dianteiras – Embutidas no para-choque;

Para – choques –  Envolventes na cor preto;

Faróis de neblina – Não;

Grade de ar do motor – Em lâminas na horizontal na cor grafite;

Retrovisores Externos – Panorâmicos com ajuste mecânico interno;

Frisos – Emborrachado em toda a extensão do carro, com o logo “GTS Pointer”;

Rodas – De estilo GT 185/60 R14;

Maçanetas – Na cor grafite;

Logo – “Passat 1.8 Pointer”, Na tampa do porta – malas;

Lanterna Traseira – Frisadas tricolor com luz de ré;

Bagageiro – Não;

Teto Solar – Não;

Limpador do vidro traseiro – Não;

Acabamento Interno e Instrumentos

Painel – Com mostradores em escala circular – Também posicionados no console da alavanca de marchas;

Conta – giros – Sim;

Acabamento do painel – Em vinil em tons grafite;

Volante – Espumado, de 4 raios;

Sistema de som – Sim;

Ventilador – Sim;

Ar – condicionado – Opcional;

Ar –  quente – Sim;

Luz de leitura – Sim;

Relógio – Digital;

Acendedor de cigarros – Sim;

Cinzeiro – Sim;

Acionamento dos vidros – Manual basculante;

Sistema de travamento das portas – Mecânico;

Ajuste dos retrovisores externos – Interno mecânico;

Acabamento dos bancos – Recaro em tecido com estampa exclusiva;

Acabamento das portas – Em vinil e tecido aveludado;

Luz de Sinalização no rodapé das portas – Não;

Banco traseiro – Com encosto de cabeça para dois passageiros, e apoio para o braço;

Encosto de cabeça – Para quatro passageiros, sendo nos bancos dianteiros com regulagem de altura;

Desembaçador elétrico do vidro traseiro – Sim;

Assoalho – Acarpetado;

Porta-malas – Acarpetado;

Ficha Técnica – Passat GTS Pointer – No ano de 1988 com motor 1.8S a álcool

Carroceria – Cupê;

Porte – Médio;

Portas – 2;

Motor –  Ap-1800-S;

Cilindros – 4 em linha;

Válvulas por cilindro – 2;

Posição – Longitudinal;

Combustível – Álcool;

Potência – 99 cv;

Peso Torque – 65,1 kg/kgfm;

Cilindrada – 1781 cm³;

Torque máximo – 14,9 kgfm a 3600 rpm;

Potência Máxima – 5600 rpm;

Tração – Dianteira;

Alimentação –  Carburador;

Direção – Simples;

Câmbio – Manual de 5 velocidades com alavanca no assoalho;

Embreagem – Monodisco a seco;

Freios – Freio a disco sólido nas rodas dianteiras e tambor nas rodas traseiras;

Peso – 970 kg;

Suspensão dianteira – Independente, McPherson – Mola helicoidal;

Suspensão traseira – Eixo de torção – Mola helicoidal;

Comprimento – 4562 mm;

Distância entre-eixos – 2470 mm;

Largura – 1600 mm;

Altura – 1355 mm;

Aceleração de 0 a 100 – 10,9 Segundos;

Velocidade máxima – 175 km/h;

Consumo: Cidade 6,3 km/l – Estrada 9,9 km/l;

Autonomia: Cidade 378 km – Estrada 594 km;

Porta malas – 362 Litros;

Carga útil – 450 kg;

Tanque de combustível – 60 Litros;

Valor atualizado Aproximado –  R$ 139.990,00 ;

Valor atualizado aproximado se refere apenas a uma estimativa de quanto o carro custaria hoje Zero Km na concessionária – Não possui nenhum parâmetro real do mercado atual.

O Motor Tudo, NÃO trabalha com nenhum tipo de comércio de carros, apenas faz matérias sobre a história de carros clássicos brasileiros.

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