Opala 4100 SS, 1973 a fera da Chevrolet do início da década

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O Opala 4100 SS, 1973, era um esportivo de grande porte e de alto custo, voltado para a classe alta da sociedade brasileira no início da década. O mercado era tão prospero que a Ford resolveu participar da brincadeira, e no mesmo ano coloca no mercado o Ford Maverick.

Na primeira metade da década de 1970, o modelo da Chevrolet era equipado com o motor 4100 de 6 cilindros com tuchos hidráulicos e 140 cv, o tão esperado upgrade só chegaria em 1975/76, com tuchos mecânicos e 171 cv.

A unidade aqui da matéria passou por um processo de restauração classe “A”, e recebeu um customização básica, o conjunto motor e câmbio já do modelo 1976, o motor 250-S de 171 cv e velocidade final real de 190 km/h.

Veja abaixo a tabela de comparação de desempenho e consumo

Opala SS6 1976 171 cvVelocidade final 190 km/h – Consumo 6 km/l Urbano – 8 km/l estrada;

Opala SS6 1973 140 cvVelocidade final 174 km/h – Consumo 5 km/l Urbano – 7,5 km/l estrada;

Ford Maverick GT V8 1976 197 cvVelocidade final 182 km/h – Consumo 4,5 km/l Urbano – 6 km/l estrada;

Dodge Charger R/T V8 1976 215 cvVelocidade final 180 km/h – Consumo 5 km/l Urbano – 8 km/l estrada;

Desempenho

Estabilidade –  O conjunto, carroceria, chassi e suspensão, dava ao carro uma boa estabilidade, mesmo sendo um projeto desenvolvido no final da década de 1960, recebeu diversos upgrades no passar dos anos, e ainda era considerado atualizado para a década de 1970.

Motor –  Utilizando o motor Chevrolet 4100, era robusto, confiável e com um giro bastante estável mesmo em altas rotações, mas o custo das manutenções preventivas e corretivas de um modelo zero km, ainda eram considerados de alto para o padrão brasileiro.

Câmbio –  O câmbio manual de 4 velocidades era um dos pontos fortes do carro, o casamento perfeito com um motor robusto e nervoso.

Retomadas e ultrapassagens – Com um motor elástico com muito fôlego, que respondia muito bem ao pedal do acelerador, era seguro e confiável, mesmo com 5 adultos e porta-malas cheio, praticamente não perdia o fôlego.

Consumo –  Definitivamente era o item que menos o proprietário pensava, em época de gasolina barata e com um modelo de alto custo na garagem, fazer 5 km/l na cidade estava dentro dos padrões para a época. Mais detalhes na ficha técnica no final do post.

Acabamento Externo

Faróis –  Redondos de lentes boleadas, embutidos em uma moldura na cor preto;

Setas dianteiras – Embutidas nos para-lamas;

Para – choques –  Em lâminas de aço carbono, cromados;

Faróis de neblina – Não;

Grade de ar do motor – Com frisos cromados na horizontal e o logo “SS” em vermelho;

Retrovisores Externos – Redondos cromados;

Frisos – Faixa lateral preta, com o logo “SS”;

Rodas – Esportivas tradicionais família Opala SS;

Maçanetas – Cromadas;

Logo – “SS”, na lateral dos para-lamas dianteiros;

Lanterna Traseira – Em cor única – Luz de ré posicionada abaixo do para-choque;

Bagageiro – Não;

Teto Solar – Não;

Limpador do vidro traseiro – Não;

Acabamento Interno e Instrumentos

Painel – Com mostradores em escala circular;

Conta – giros – Sim;

Acabamento do painel – Em courvin e aço na cor grafite;

Volante – Esportivo de três raios, com o logo SS ao centro;

Sistema de som – Sim;

Ventilador – Sim;

Ar – condicionado – Não;

Ar –  quente – Sim;

Luz de leitura – Não;

Relógio – ;

Acendedor de cigarros – Sim;

Cinzeiro – Sim;

Acionamento dos vidros – Manual basculante;

Sistema de travamento das portas – Mecânico;

Ajuste dos retrovisores externos – Manual externo;

Acabamento dos bancos – Em courvin;

Acabamento das portas – Em courvin e detalhes cromados;

Luz de Sinalização no rodapé das portas – Não;

Banco traseiro – Sem acessórios;

Encosto de cabeça – Não;

Desembaçador elétrico do vidro traseiro – Não;

Assoalho – Acarpetado;

Porta-malas – Acarpetado;

Ficha Técnica – Opala 4100 SS, 1973 na configuração original de fábrica

Carroceria – Cupê;

Porte – Grande;

Portas – 2;

Motor –  4100 Cód 250;

Cilindros – 6 em linha;

Válvulas por cilindro – 2;

Posição – Longitudinal;

Combustível – Gasolina;

Potência – 140 cv;

Peso Torque – 37,9 kg/kgfm;

Cilindrada – 4092 cm³;

Torque máximo – 29 kgfm a 2400 rpm;

Potência Máxima – 4000 rpm;

Tração – Traseira;

Alimentação –  Carburador;

Direção – Simples;

Câmbio – Manual de 4 velocidades com alavanca no assoalho;

Embreagem – Monodisco a seco;

Freios – Freio a disco sólido nas rodas dianteiras e tambor nas rodas traseiras;

Peso – 1100 kg;

Suspensão dianteira – Independente, Braços sobrepostos – Mola helicoidal;

Suspensão traseira – Eixo rígido – Mola helicoidal;

Comprimento – 4671 mm;

Distância entre-eixos – 2667 mm;

Largura – 1758 mm;

Altura – 1380 mm;

Aceleração de 0 a 100 – 13,5 Segundos;

Velocidade máxima – 174 km/h;

Consumo: Cidade 5 km/l – Estrada 7,5 km/l;

Autonomia: Cidade 270 km – Estrada 405 km;

Porta malas – 430 Litros;

Carga útil – Não informado;

Tanque de combustível – 54 Litros;

Valor atualizado Aproximado – R$ 335.823,00;

Valor atualizado aproximado se refere apenas a uma estimativa de quanto o carro custaria hoje Zero Km na concessionária – Não possui nenhum parâmetro real do mercado atual.

O Motor Tudo, NÃO trabalha com nenhum tipo de comércio de carros, apenas faz matérias sobre a história de carros clássicos brasileiros.

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