Monza 87, a versão intermediária ganha motor 2.0 a álcool, e força na briga dos médios

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Em 1986 chega ao mercado a nova versão top de linha do médio da Chevrolet o “Classic” inicialmente com motor 1.8, no segundo semestre recebe o motor 2.0, no ano seguinte o Monza 87 na versão intermediária “SL/E” também ganha o motor 2.0 a álcool de 110 cv, mais força na briga contra o VW Santana e Ford Del Rey.

A pesar da muitas novidades na linha Monza quadrado de 1987, o modelo teve uma queda brusca nas vendas, e deixa de ser o líder, sai de aproximadamente 80.000 unidades emplacadas em 1986 e despenca para 53.460 veículos vendidos, deixando o VW Santana que havia acabado de passar por uma reestilização se aproximar em número de exemplares comercializados. O VW Gol assume pela primeira vez a liderança do mercado com pouco mais de 73.000 carros vendidos.

Mas o esforço de equipar versões intermediárias e de entrada com motores mais potentes, deu resultado, em 1988, o médio da GM volta a emplacar pouco mais de 70.000 unidades. A maior virtude que a montadora conseguiu unir em um mesmo carro, foi a agilidade, força, equilíbrio e muito conforto. Que para a década de 1980, em um país de terceiro mundo, como o Brasil, era considerado sem dúvida, como um modelo acima da média.

A unidade da nossa matéria, é um Chevrolet Monza SL/E 2.0 na carroceria duas portas na cor vermelho, motor a álcool 2.0 de 110 cv, torque máximo de 17,3 kgfm a 3000 rpm, com velocidade final real de 170 km/h e aceleração de 0 a 100 em 10,5 segundos. Quanto ao consumo, na cidade 7,4 km/l e na estrada 10 km/l.

Desempenho

Estabilidade –  O conjunto do projeto, dava ao carro uma ótima estabilidade, a Chevrolet incrivelmente conseguia unir, maciez e eficiência, em uma mesma suspensão.

O motor – Equipado com o motor Chevrolet 2.0 a álcool entregava ótimos 110 cv, com torque máximo de 17,3 kgfm a 3000 rpm.

Câmbio –  O câmbio manual de 5 velocidades, era de engates macios e precisos, mesmo em trocas mais rápidas de marcha, se mantinha eficiente.

Retomadas e ultrapassagens – Mesmo sendo um modelo que pesava 1080 kg, era rápido e eficiente com aceleração de 0 a 100 em 10,5 segundos.

Consumo –  Para um motor 2.0 carburado a álcool fazer 7,4 km/l na cidade, estava dentro do esperado para a época, mais detalhes na ficha técnica no final do post.

Acabamento Externo

Faróis –  Faróis chanfrados nas extremidades de lentes planas;

Setas dianteiras – Embutidas no mesmo conjunto dos faróis;

Para – choques –  Em lâminas de aço carbono, na cor grafite, e um fino friso metálico;

Faróis de neblina – Não;

Grade de ar do motor – Em lâminas na horizontal na cor grafite;

Retrovisores Externos – Panorâmicos grafite, com controle mecânico interno, opcional para elétrico;

Frisos – Emborrachado com o logo “Monza SL/E” em toda a extensão lateral do carro;

Rodas – De liga – leve, 185/70 R13;

Maçanetas – Na cor grafite;

Logo – “2.0”, Na tampa do porta – malas;

Lanterna Traseira – Tricolor com luz de ré;

Bagageiro – Não;

Teto Solar – Não;

Limpador do vidro traseiro – Não;

Acabamento Interno e Instrumentos

Painel – Com mostradores em escala circular;

Conta – giros – Sim;

Acabamento do painel – Em vinil em tons grafite;

Volante – Espumado de quatro raios;

Sistema de som – Sim;

Ventilador – Sim;

Ar – condicionado – Opcional;

Ar –  quente – Sim;

Luz de leitura – Sim;

Relógio – Digital;

Acendedor de cigarros – Sim;

Cinzeiro – Sim;

Acionamento dos vidros – Manual basculante – Opcional elétrico;

Sistema de travamento das portas – Mecânico – Opcional elétrico;

Ajuste dos retrovisores externos – Interno mecânico – Opcional elétrico;

Acabamento dos bancos – Em tecido aveludado;

Acabamento das portas – Em vinil e tecido;

Luz de Sinalização no rodapé das portas – Sim;

Banco traseiro – Com encosto de cabeça para dois passageiros, e apoio para o braço;

Encosto de cabeça – Para quatro passageiros com regulagem de altura;

Desembaçador elétrico do vidro traseiro – Sim;

Assoalho – Acarpetado;

Porta-malas – Acarpetado;

Ficha Técnica – Monza 87 – Na versão SL/e com motor 2.0 a álcool

Carroceria – Sedã;

Porte – Médio;

Portas – 2;

Motor –  GM Família II 2.0;

Cilindros – 4 em linha;

Válvulas por cilindro – 2;

Posição – Transversal;

Combustível – Álcool;

Potência – 110 cv;

Peso Torque – 62,4 kg/kgfm;

Cilindrada – 1998 cm³;

Torque máximo – 17,3 kgfm a 3000 rpm;

Potência Máxima – 5600 rpm;

Tração – Dianteira;

Alimentação –  Carburador;

Direção – Hidráulica;

Câmbio – Manual de 5 velocidades com alavanca no assoalho;

Embreagem – Monodisco a seco;

Freios – Freio a disco ventilado nas rodas dianteiras e tambor nas rodas traseiras;

Peso – 1080 kg;

Suspensão dianteira – Independente, McPherson – Mola helicoidal;

Suspensão traseira – Eixo de torção – Mola helicoidal;

Comprimento – 4366 mm;

Distância entre-eixos – 2574 mm;

Largura – 1668 mm;

Altura – 1358 mm;

Aceleração de 0 a 100 – 10,5 Segundos;

Velocidade máxima – 170 km/h;

Consumo: Cidade 7,4 km/l – Estrada 10 km/l;

Autonomia: Cidade 451 km – Estrada 610 km;

Porta malas – 510 Litros;

Carga útil – 475 kg;

Tanque de combustível – 61 Litros;

Valor atualizado Aproximado – R$ 175.900,00;

Valor atualizado aproximado se refere apenas a uma estimativa de quanto o carro custaria hoje Zero Km na concessionária – Não possui nenhum parâmetro real do mercado atual.

O Motor Tudo, NÃO trabalha com nenhum tipo de comércio de carros, apenas faz matérias sobre a história de carros clássicos brasileiros.

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