Fiat Coupe 2.0 16V 1995/96 o esportivo italiano que tinha tudo para dar certo

Compartilhe

Basicamente utilizava a mesma mecânica do Fiat Tempra, nas versões top de linha, e utilizando o chassi do Fiat tipo, com exatamente a mesma distância entre eixos 2540 mm.

A produção na Europa começou em 1993, utilizando a mecânica 2.0 16V nas configurações Turbo e aspirado, foi sucesso imediato. Um carro ágil, resistente, e com um apelo bastante esportivo. Ficou conhecido na Itália, como a Ferrari de pobre.

No Brasil

Chegou em 1995 e se despediu no ano seguinte 1996. A montadora trouxe centenas de unidades, com motores 2.0 16v, aspirados, as vendas foram muito abaixo do esperado.

Algumas unidades com motores 2.0 Turbo, também desembarcaram no Brasil, mas não existem registros oficiais de vendas. Não se sabe se, retornaram para o país de origem, ou ficaram por aqui nas mãos de algum fã.

O grande problema era a relação custo benefício. Ao contrário de países desenvolvidos, como Itália e Alemanha, onde trocar de carro é bem mais simples e descomplicado. Aqui no Brasil para adquirir um modelo, o público passa por diversos obstáculos, crises econômicas, os estratosféricos impostos federais, estaduais e municipais.

Entre 1995 e 1996, o mercado brasileiro estava repleto de esportivos com preços abaixo do Fiat Coupe, como Corsa GSi 1.6 16V, Chevrolet Astra, Gol GTi 2.0 8V e 16V, Escort XR3 2.0i, além do próprio Fiat Tempra 2.0 16V e 2.0 16V Turbo, todos com desempenho bem parecidos.

Desempenho

Estabilidade –  O conjunto, carroceria, chassi e suspensão, era muito eficiente. A suspensão mais rígida dava ao carro o equilíbrio de um verdadeiro esportivo.

Motor –  Utilizando o motor da família Fiat – 2.0 16V de 137 cv, com aceleração de 0 a 100 em 9,3 segundos, era robusto e muito ágil.

Câmbio –  O câmbio manual de 5 velocidades, era de engates precisos e macios, fugindo da tradição Fiat de câmbio desconfortável.

Retomadas e ultrapassagens – Com bastante fôlego e respostas imediatas ao pedal do acelerador, era seguro e eficiente.

Consumo –  O consumo estava dentro do esperado para um modelo 2.0 16V da década de 1990 8,7 km/l na cidade. Mais detalhes na ficha técnica no final do post.

Acabamento Externo

Faróis –  Com luzes de longo alcance e lanternas, embutidas dentro de um mesmo conjunto, com uma lente que seguia as linhas do carro, na porte superior do capô;

Setas dianteiras – Embutidas no mesmo conjunto da grade de ar;

Para – choques –  Envolventes na cor da carroceria;

Faróis de neblina – Sim;

Grade de ar do motor – Em lâmina de plástico frisadas, embutida discretamente acima do para – choque;

Retrovisores Externos – Panorâmicos, com ajuste elétrico interno;

Frisos – Não;

Rodas – Rodas de liga-leve 205/55 R15;

Maçanetas – Portas, com abertura automática;

Logo – “Coupe” Na tampa do porta – malas;

Lanterna Traseira – Tricolor redondas, dupla na vertical;

Bagageiro – Não;

Teto Solar – Sim;

Limpador do vidro traseiro – Sim;

Acabamento Interno e Instrumentos

Painel – Com diversos mostradores em escala circular;

Conta – giros – Sim;

Acabamento do painel – Em vinil, couro e metal na cor da carroceria;

Volante – Espumado de 3 raios;

Sistema de som – Sim;

Ventilador – Sim;

Ar – condicionado – Sim;

Ar –  quente – Sim;

Luz de leitura – Sim;

Relógio – Digital;

Acendedor de cigarros – Sim;

Cinzeiro – Sim;

Acionamento dos vidros – Elétrico;

Sistema de travamento das portas – Elétrico;

Ajuste dos retrovisores externos – Elétrico;

Acabamento dos bancos – Em couro;

Acabamento das portas – Em vinil e couro;

Luz de Sinalização no rodapé das portas – Não;

Banco traseiro – Com cinto de segurança de três pontos para dois passageiros;

Encosto de cabeça – Para dois passageiros, nos bancos dianteiros;

Desembaçador elétrico do vidro traseiro – Sim;

Assoalho – Acarpetado;

Porta-malas – Acarpetado;

Ficha Técnica – Fiat Coupe 2.0 16V 1995/96

Carroceria – Cupê;

Porte – Médio;

Portas – 2;

Motor –  2.0;

Cilindros – 4 em linha;

Válvulas por cilindro – 4;

Posição – Transversal;

Combustível – Gasolina;

Potência – 137 cv;

Peso Torque – 69,1 kg/kgfm;

Cilindrada – 1995 cm³;

Torque máximo – 18,4 kgfm a 4500 rpm;

Potência Máxima – 6000 rpm;

Tração – Dianteira;

Alimentação –  Injeção Multiponto;

Direção – Hidráulica;

Câmbio – Manual de 5 marchas;

Embreagem – Monodisco a seco;

Freios – Freio a disco ventilado nas rodas dianteiras e disco sólido nas rodas traseiras;

Peso – 1271 kg;

Suspensão dianteira – Independente, McPherson – Mola helicoidal;

Suspensão traseira – Independente, braços arrastado – Mola helicoidal;

Comprimento – 4250 mm;

Distância entre – eixos – 2540 mm;

Largura – 1768 mm;

Altura – 1340 mm;

Aceleração de 0 a 100 – 9,3 Segundos;

Velocidade máxima – 206 km/h;

Consumo: Cidade 8,7 km/l – Estrada 12,4 km/l;

Autonomia: Cidade 522 km – Estrada 744 km;

Porta malas – 304 Litros;

Carga útil – 370 kg;

Tanque de combustível – 60 Litros;

Valor atualizado Aproximado – R$ 130.402,00;

Valor atualizado aproximado se refere apenas a uma estimativa de quanto o carro custaria hoje Zero Km na concessionária – Não possui nenhum parâmetro real do mercado atual.

O Motor Tudo, NÃO trabalha com nenhum tipo de comércio de carros, apenas faz matérias sobre a história de carros clássicos brasileiros.

Deixe um comentário