Carros esportivos antigos a batalha entre 1983 e 1988

A guerra dos esportivos carburados, compactos e de médio porte, ferveu entre os anos de 1983 e 1988

Ford Escort XR3, Gol GT 1.8, Passat GTS Pointer 1.8, Monza S/R e Fiat Uno 1.6R, formaram o time de carros esportivos antigos, que embalaram a guerra de motores e visual, durante a década de 1980.

1983 chega ao mercado o badalado e moderno Escort XR3, com um visual inovador, um acabamento interno que mais parecia uma espaçonave, chamou a atenção do mercado nacional, equipado com o motor CHT 1.6 montado na posição transversal, conseguia ser mais rápido e eficiente que seu concorrente direto o VW Passat Pointer, equipado com o motor MD-270 1.6.

O XR3, com a nova configurações dos motores Cléon Fonte, rebatizados de CHT e montados na posição transversal, tinha um torque mais suave e firme, indo de 0 a 100 em 12,7 segundos, sendo 1,2 segundos mais rápido que o modelo Volkswagen.

Em velocidade final o XR3 também era mais rápido, 162 KM/h de velocidade final real, 2 KM/h mais rápido que o modelo Volkswagen.

1984 – A montadora alemã corre atrás do prejuízo

De olho no mercado dos esportivos, a Volkswagen transforma o apático Gol refrigerado a ar, no robusto Gol GT 1.8 refrigerado a água, e lança o Passat GTS Pointer 1.8, mais eficientes que o modelo esportivo da Ford.

Mas a transformação dos motores VW, cobraram um preço alto, sem a possibilidade de trazer as versões mais atualizadas da Alemanha, a montadora transformou o já cansado motor MD – 270 1.6 em um versão 1.8, com câmbio 4 marchas.

O problema era que o motor MD – 270 1.8, conhecido como projeto EA 827 – ainda da década de 1970, não atendeu as expectativas. O setor de engenharia atingiu o top de potência do motor, que oficialmente gerava 99 CV, mas na prática atingia 107 CV de força, rápido, robusto, valente, mas com um sério problema de vibração em altas rotações, suas bielas eram muitos curtas, de 136 mm, e o virabrequim tinha curso maior.

1985 – O Escort XR3 ainda lidera as vendas no mercado dos esportivos e também se torna um dos modelos mais vendidos e mais caros do Brasil.

A Volkswagen corre atrás do prejuízo, já com os dois modelos esportivos mais rápidos do mercado nas mãos, agora faltava estabilizar os equipamentos em altas rotações, problema que criava desconforto para os motoristas, e diminuía o tempo de vida útil dos motores. A questão foi resolvido, instalaram bielas maiores, de 144 mm, pistões de maior diâmetro e virabrequim com menor curso, assim nasce no Brasil a primeira geração dos motores AP 1.8 e em 1986 os motores AP 1.6.

A partir do segundo semestre de 1985, os modelos Gol GT 1.8 AP com câmbio 5 marchas e Passat GTS Pointer 1.8 AP com câmbio 5 marchas, passam a dominar o mercado nacional como os modelos compacto e de médio porte, mais rápidos, valentes e robustos.

1986 – Chega ao mercado o esportivo da Chevrolet o Monza S/R 1.8S, e esquenta a briga no mercado dos carros esportivos antigos.

O esportivo da família Monza, foi desenvolvido com um câmbio de relações mais curtas, deixando o carro em média 10S mais rápido que a versão SL/E em retomadas.

No mesmo ano o S/R 1.8S, passa a ser um dos carros nacionais mais caros, ao lado do Alfa Romeo 2300, Opala Diplomata 4.1 e Escort XR3 Conversível.

Além de se tornar o esportivo nacional mais luxuoso e requintado.

1987 – A Fiat entra na briga por uma fatia do mercado dos esportivos, lançando o Uno 1.5R, com um visual todo esportivo o motor 1500, entregava um bom desempenho se equiparando com o Escort XR3. No mesmo ano a Volkswagen coloca no mercado o Gol GTS 1.8, com um novo sistema de tração e um câmbio mais eficiente.

1988 – Com novas tendências de mercado, o esportivo mais perfeito do Brasil,o Passat GTS Pointer 1.8, ao lado do Monza Hatch S/R 1.8S, dão adeus a mercado, são descontinuados já como modelos 1989.

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3 comentários sobre “Carros esportivos antigos a batalha entre 1983 e 1988”

  1. Melhor reportagem sobre essa epoca que ja vi!

  2. Realmente, adoro esse blog. Faz eu me recordar das reportagens da saudosa Revista Oficina Mecânica, que na minha opinião, trazia matérias bem mais interessantes do que a sua principal concorrente na época, cujo nome todos sabem. Depois que meu entusiasmo por carros diminuiu um tanto, peguei todas e vendi em uma grande banca do centro de São Paulo – SP. Não pagaram muito por cada exemplar, porém, como sempre conservei bem o que possuo, foi melhor do que doá-las, ou simplesmente jogar fora.

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