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Caminhão 1114 1987 Zero KM nunca rodou um mito das estradas, no toco ou truck

Caminhão 1114
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Caminhão 1114 1987 Zero KM nunca rodou um mito das estradas, no toco ou truck, hoje uma relíquia extremamente valiosa para o mercado de veículos clássicos. Ele representou a montadora no segmento dos caminhões médios/pesados.

A segunda metade da década de 1980, foi marcada pelo fim dos faraônicos fretes dos chamados adubeiros nas regiões portuárias, onde caminhoneiros autônomos com seus FNM’s e antigos modelos Mercedes Benz, faziam curtas viagens entre fábricas de fertilizantes e portos, e recebiam fretes bastante generosos.

Os valores eram tão interessantes, que a grande maioria, se aposentavam antes dos 50 anos de idade, utilizando suas aposentadorias privadas, outros montaram pequenas e médias transportadoras e se tornaram empresários. Mas a partir da segunda metade da década de 1980, o preço do frete no adubo, simplesmente despencou, e o mercado foi dominado por grandes transportadoras.

Os autônomos remanescentes da geração dos caminhoneiros adubeiros, que não conseguiram se aposentar, ou optaram em se manter na estrada, migraram para outras funções como motoristas de caminhões baú, ou caçambeiros, e o caminhão 1114 Mercedes Benz era o que entregava a melhor relação custo benefício.

Durante a década de 1980, as plataformas Mercedes Benz já estava tão popular, que existiam vendedores de rua, recrutados pelas concessionárias, que passavam o dia atrás de motoristas autônomos, transportadoras, e empresa de ônibus, para recolher os pedidos do dia de vendas de peças.

No ano de 1987, o senhor Luiz caminhoneiro autônomo da cidade de Cubatão, região industrial do litoral Paulista, comprou um Ford Cargo Zero km, colocou uma caçamba e passou a trabalhar com transporte de aterro para grandes empresas de terraplanagem. Alguns meses depois me surpreendi, ele havia trocado seu Ford Cargo zero km, por um Mercedes Benz 1114 seminovo.

Na época o proprietário me relatou que, o modelo Ford, não aguentava o tranco do serviços carregado em meio ao atoleiro, e teve algumas quebras de diferencial e câmbio, mesmo o caminhão estando na garantia, o desconforto em ficar com o caminhão parado na concessionário, fazia com que perdesse valioso dias de serviços e fretes.

O senhor Luiz acabou fazendo algumas adaptações no diferencial de seu Caminhão 1114 1987, e acabou trabalhando com o mesmo, por muitos anos, segundo ele, o utilitário além de ser extremamente resistente, tinha uma manutenção descomplicada e relativamente mais barata que o modelo Ford.

Caminhão 1114

O exemplar da nossa matéria ainda se encontra em estado de Zero KM, equipado com o motor OM352 de 4 cilindros. Nunca rodou, o velocímetro marca apenas, 000684 km originais, que é o percurso natural de um veículo que sai da linha de montagem para o pátio, e segue ainda no chassi até a concessionária. Lembrando que na década de 1980, os caminhões zero km, não eram transportados por cegonhas.

Os mesmos rodavam na estrada até a concessionária, e as unidades para exportação rodavam apenas com o chassi, sem a cabine até o porto, e após desembarcarem no país de destino, que eram devidamente cabinados. Era bastante comum ver no sistema Anchieta imigrantes, filas de unidades com motoristas pilotando de capacete o chassi sem cabine, em direção ao porto ou a alguma concessionária.

O Motor Tudo, NÃO trabalha com nenhum tipo de comércio de carros, apenas faz matérias sobre a história de carros clássicos.

Caminhão 1114
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