Gurgel X 12 Xavante 1600

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Entre os anos 70 e 80 o veículo que seguramente caberia na frase “Pau pra toda obra” era o Gurgel X 12 Xavante.

Um brasileiro com alma de alemão, como todos sabem a Gurgel era uma empresa brasileira , que utilizava a plataforma Volkswagen 1600 refrigerado a ar, para montar seus modelos.

O Gurgel X 12 Xavante talvez tenha sido o modelo da montadora, que mais se viu rodando nas ruas do Brasil, e de países da America do Sul e America Central.

Mas a grande jogada da montadora era que pelo fato do utilitário ser construído em cima da plataforma Volkswagen 1600, muitas adaptações poderiam ser feitas, a mais comum era modificar o diâmetro das rodas para o terreno mais apropriado, a carroceria já era preparada com os para-lamas em um ângulo aberto visando rodas maiores e mais largas, caso necessário.

O fato da carroceria ser de fibra era outra grande vantagem ainda entre os anos 70/80 a corrosão atmosférica e corrosão marinha, eram um grande problema para as montadoras, principalmente para Jeep e utilitários como o X 12 que passava a maior parte da vida em terrenos difíceis. 

O acabamento interno era extremamente básico digno de um Off Road da época, somente mostrador de velocidade, e combustível, mais os botões de comandos do limpador de para-brisa e luzes.


Mas a grande porcentagem das vendas era para órgãos públicos e empresas privadas, do Brasil e em outros países, o Exercito de alguns países como da Ásia, America Central e países da América do Sul foram grandes clientes da montadora brasileira.

Como se dizia na época para consertar um Gurgel, qualquer pedaço de arame era peça e qualquer alicate servia como ferramente.

Ter um carro assim bom e barato, era o que toda instituição das décadas de 70/80 procuravam, quanto a estética, era bastante relativa, dependi do acabamento que cada proprietário oferecia ao seu veículo.

Motor Tudo – Gurgel X 12 Xavante 1600

Carros dos Anos 80

1 comentário

  1. Roberto Garcia

    A ideia foi excelente. Creio que alguns modelos da Gurgel, saíram, pelo que me lembro com motor 1.6, e até mesmo 1.8, do Passat. Uma colega de trabalho teve um BR 800, super compacto, e o motor era metade do 1.6 arrefecido a ar, para garantir economia, porém eu o achava fraco, porque cheguei a andar nesse veículo, como passageiro. Deveria ter sido tentada outra solução para a economia, melhor do que dividir o 1.6 VW a ar. Já com relação a espaço, como tenho mais que um metro e oitenta de altura, era um sacrifício para eu me acomodar no interior do reduzido veículo. A ideia da carroceria de fibra realmente foi genial. Uma pena que forças contrárias não deixem o Brasil ter uma indústria automobilística própria. Outra tentativa que não deu certo foi a Fábrica Nacional de Motores, que fez os conhecidos caminhões FNM.

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