VW Variant II 1979 Upgrade frustrado

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Na segunda metade da década de 1970 o VW Variant I, já dava sinais de desatualização, e a montadora iniciou o projeto de trazer compactos refrigerados a água para o Brasil, mas não foi tão fácil assim.

O Brasil tinha as fronteiras fechadas para importação de produtos e novas tecnologias, lançar um novo modelo dependia de uma série de autorizações do governo militar, sem contar as adaptações ao mercado de terceiro mundo em que vivíamos.

Com a possibilidade ainda distante de substituir sua frota refrigerada a ar, a solução veio do quintal de casa. Aproveitando as linhas do bem sucedido VW Brasília e utilizando uma suspensão mais eficiente, nasce o VW Varinat II.

O modelo foi reposicionado, sai da unidade compacta na Variant I e passa a ser um modelo médio já como Varaint II, a tentativa foi morder uma boa fatia do mercado do Ford Belina, mas que na prática não deu em nada.

O visual agradou os fãs da montadora, entre os anos de 1978 e 1979 o modelo atingiu significativos picos em vendas, mas em 1980 as vendas despencaram.

Desempenho

Estabilidade – O conjunto carroceria, chassi e suspensão, era relativamente eficiente, considerando a tecnologia da época. Em curvas de alta com o piso molhado era sempre bom o motorista ficar atendo a saídas de pista, mas em um país onde a grande maioria das vias eram de ruas estreitas de paralelepípedo ou de chão batido, ele tinha a suspensão ideal.

Motor – O motor Volkswagen Boxer 1600, era de manutenção descomplicada e de baixo custo, mas em meses mais quentes, era necessário estar em dia com as manutenções de platinado e bobina.

Câmbio – O câmbio do VW Brasília chegou ao final da década de 1970, com uma estrutura mais robusta e engates mais eficientes.

Retomadas e ultrapassagens – Atendia as expectativas para um compacto da década de 1970, mas em pistas de mão dupla, coma carga máxima de peso, era sempre bom o motorista negociar bem as ultrapassagens.

Consumo – Para um motor 1600 de um modelo compacto, fazer, 10 km/l na cidade era uma ótima média, mais detalhes na ficha técnica.

Acabamento Externo

Faróis –  Redondos, de lentes duplas na horizontal;

Setas dianteiras – Embutidas no para-choque;

Para – choques –  Cromados, em lâminas de aço carbono;

Faróis de neblina – Não;

Grade de ar do motor – Entrada de ar forçado nos para-lamas traseiros;

Retrovisores Externos – Originais de plástico preto ;

Frisos – Fino friso emborrachado com detalhes cromados em toda a extensão do carro;

Rodas – Rodas de aço tradicionais da família VW Variant II – as calotas utilizadas no modelo da matéria são da linha BX da década de 1980;

Maçanetas – Cromadas;

Logo – “Variant II” na tampa do motor;

Lanterna Traseira – Em cor única com luz de ré;

Bagageiro – Não;

Teto Solar – Não;

Limpador do vidro traseiro – Sim;

Acabamento Interno e Instrumentos

Painel – Com mostradores básicos em escala quadrada – O mesmo painel serviu de base para a linha VW BX no início da década de 1980;

Conta – giros – Sim;

Acabamento do painel – Em vinil preto;

Volante – De plástico injetado de dois raios, estilo canoa;

Sistema de som – Opcional;

Ventilador – Sim;

Ar – condicionado – Não;

Ar –  quente – N/D;

Luz de leitura – Não;

Relógio – Opcional;

Acendedor de cigarros – Sim;

Cinzeiro – Sim;

Acionamento dos vidros – Manual basculante;

Sistema de travamento das portas – Mecânico;

Ajuste dos retrovisores externos – Manual;

Acabamento dos bancos – Em vinil;

Acabamento das portas – Em vinil;

Luz de Sinalização no rodapé das portas – Não;

Banco traseiro – Sem acessórios;

Encosto de cabeça – Não;

Desembaçador elétrico do vidro traseiro – Opcional;

Assoalho – Acarpetado;

Porta-malas – Acarpetado;

Ficha Técnica – Volkswagen Variant II 1979

Carroceria – SW;

Porte – Médio;

Portas – 2;

Motor –  Volkswagen Boxer 1600;

Cilindros – 4 opostos horizontalmente;

Válvulas por cilindro – 2;

Posição – Longitudinal;

Combustível – Gasolina;

Potência – 67 cv;

Peso Torque – 80,8 kg/kgfm;

Cilindrada – 1584 cm³;

Torque máximo – 12 kgfm a 3200 rpm;

Potência Máxima – 4600 rpm;

Tração – Traseira;

Alimentação –  Carburador;

Direção – Simples;

Câmbio – Manual de 4 velocidades com alavanca no assoalho;

Embreagem – Monodisco a seco;

Freios – Freio a disco sólido nas rodas dianteiras e tambor nas rodas traseiras;

Peso – 896 kg;

Suspensão dianteira – Independente, McPherson – Mola hilicoidal;

Suspensão traseira – Independente, braço semi-arrastado – Barra de torção;

Comprimento – 4326 mm;

Distância entre-eixos – 2495 mm;

Largura – 1630 mm;

Altura – 1430 mm;

Aceleração de 0 a 100 – 19,2 Segundos;

Velocidade máxima – 138 km/h;

Consumo: Cidade 10 km/l – Estrada 13 km/l;

Autonomia: Cidade 500 km – Estrada 650 km;

Porta malas – 412 Litros;

Carga útil – 500 kg;

Tanque de combustível – 50 Litros;

Valor atualizado Aproximado – R$ 78.982,00;

Valor atualizado aproximado se refere apenas a uma estimativa de quanto o carro custaria hoje Zero Km na concessionária – Não possui nenhum parâmetro real do mercado atual.

O Motor Tudo, NÃO trabalha com nenhum tipo de comércio de carros, apenas faz matérias sobre a história de carros clássicos brasileiros.

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Comments

  1. Na verdade a origem da Variant II remonta no Type 411 do início da década de 70 que já contava com os mesmos recursos técnicos utilizados na Variant II tais como suspensão independente tipo McPherson na dianteira e de braço arrastado na traseira porém com homocinéticas ao invés do tradicional eixo oscilante usado no Fusca, Brasília, Kombi, etc. Também era monobloco, não tinha chassi.

  2. Meu primeiro carro foi uma 78, meu vizinho tinha uma, acho que era 80, uma vez pedi emprestada e nossa, eu achei diferente, e bem muito mesmo, da brasília que meu pai já teve! Então quando fui comprar meu primeiro carro, achei esta e gostei! Gostava dela, corria muito, era bem macia, tb a suspensão dianteira é tipo a do passat, na época eu vendi pela dificuldade de se conseguir peças, mas sempre que vejo uma, eu fico alegre!
    Valeu!

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