Volkswagen Fusca 1500 1970 série 2 ganha novo visual

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Na primeira metade de 1970 o Fusca ganha novos acessórios de segurança, como cintos de segurança, extintor de incêndio, e novas pedaleiras. No segundo semestre, após o tri da nossa seleção no México, o Fusca ganha um novo visual e o motor 1500 de 52 cv.

Com novos para-choque de lâmina cromada retangular, lanternas traseira tricolor com luz de ré, nova grade na tampa traseira, capô dianteiro e traseiro mais curtos, com maçanetas de segurança, em novembro do mesmo ano o o besouro ganha teste de impacto, para avaliar a segurança do carro em colisões.  

Algumas das mudanças não foram apenas estéticas, mas também para corrigir erros do passado, os pedais mais afastados davam melhor segurança e conforto nas freadas, o encurtamento do capô dianteiro e traseiro evitava que ficassem presos aos para-choques em caso de colisão.

Mas a grande novidade no segundo semestre, ficou por conta do motor 1500, nascendo o famoso VW Fuscão de 52 cv com velocidade final de 125 km/h, a nova versão fez tanto sucesso, que até hoje e lembrada com respeito entre os fãs da marca.

Desempenho – Fusca 1500 1970 Série 2

O novo motor 1500 trazia mais fôlego ao carro, e mais comodidade ao motorista na hora das ultrapassagens, o carro também ficou muito mais estável em velocidades acima de 80 km/h, diminuindo a vibração na carroceria.

Ótimo na cidade e em pisos enlameado, gelo e ruas de paralelepípedo.

Não era um veículo projetado para fazer curvas em altas velocidades.

Imagens Século 20 Veículos de Coleção
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Acabamento Externo

Faróis dianteiros redondos e bem localizados.

Setas em cima dos para-lamas.

Para-choques em lâminas simples cromados – Chegava ao fim o para-choque trabalhado.

Grandes calotas cromadas, um show a parte no visual do carro.

Retrovisor de metal.

Lanternas traseiras com luz de ré, tricolor.

Logo 1500 – identificando o modelo Fuscão.

Nova entrada de ar na tampa traseira.

Imagens Século 20 Veículos de Coleção
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Acabamento Interno

Mostradores básicos, nível de combustível e velocímetro.

Acabamento do painel em imitação de madeira Jacarandá.

Volante preto em imitação de marfim, com arco em meia lua ao centro cromado para acionamento da buzina.

Acabamento das portas em vinil e uma faixa imitando madeira jacarandá.

Bancos em imitação de couro.

Rádio Bosch AM/FM.

Imagens Século 20 Veículos de Coleção
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Ficha Técnica

Carroceria – Sedã;

Porte – Compacto;

Portas – 2;

Motor –  VW Boxer 1500;

Cilindros – 4 opostos horizontalmente;

Posição – Longitudinal;

Combustível – Gasolina;

Potência – 52 cv;

Peso Torque – 77,67 kg/kgfm;

Cilindrada – 1493 cm³;

Torque máximo – 10,3 kgfm a 2600 rpm;

Potência Máxima – 4600 rpm;

Tração – Traseira;

Alimentação –  Carburador;

Direção – Simples;

Câmbio – Manual de 4 velocidades com alavanca no assoalho;

Embreagem – Monodisco a seco;

Freios – Tambor nas quatro rodas;

Peso – 800 kg;

Suspensão dianteira – Independente, braço arrastado – Barra de torção;

Suspensão traseira – Independente semi-eixo oscilante – Barra de torção;

Comprimento – 4050 mm;

Distância entre-eixos – 2400 mm;

Largura – 1540 mm;

Altura – 1500 mm;

Aceleração de 0 a 100 – 23,1 Segundos;

Velocidade máxima – 125 km/h;

Consumo: Cidade 6 km/l – Estrada 10 km/l;

Autonomia: Cidade 246 km – Estrada 410 km;

Porta malas – 141 Litros;

Carga útil – Não informado;

Tanque de combustível – 41 Litros;

Valor atualizado Aproximado – R$ 68.548,00;

Valor atualizado aproximado se refere apenas a uma estimativa de quanto o carro custaria hoje Zero Km na concessionária – Não possui nenhum parâmetro real do mercado atual.


Imagens Século 20 Veículos de Coleção
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Motor Tudo – Volkswagen Fusca 1500 1970 série 2.

O Motor Tudo, NÃO trabalha com nenhum tipo de comércio de carros, apenas faz matérias sobre a história de carros clássicos brasileiros.

2 comentários sobre “Volkswagen Fusca 1500 1970 série 2 ganha novo visual”

  1. Sugiro ao administrador do Blog Motor Tudo, Sr. Jairo Kleiser, publicar (redigir) matéria que eu intitularia de “EVOLUÇÃO ECONÔMICA”, comparando os VW 1300 modelos 1947 e 1975, evolução esta referente à suspensão (bitola) traseira e à furação das rodas & panelas. Vejamos:
    – – VW 1300 modelo 1974 – –
    BITOLA ESTREITA, SEM BARRA ESTABILIZADORA, FURAÇÃO DE RODAS & PANELAS CINCO FUROS (antiga característica Porsche).
    – – VW 1300 modelo 1975 – –
    BITOLA LARGA, SEM BARRA ESTABILIZADORA (evolução econômica no mau sentido),
    FURAÇÃO DE RODAS & PANELAS QUATRO FUROS (evolução econômica no bom sentido).
    Ressalte-se que a bitola larga começou a ser utilizada nos ainda não oficialmente denominados fuscas brasileiros em 1970, no VW 1500 – o famoso Fuscão, com barra estabilizadora; ressalte-se ainda que a evolução dos modelos é criada sobretudo pela Engenharia e regulada sobretudo pelo Marketing das montadoras, i.e., o VW 1300 deveria custar o mínimo possível (Marketing), enquanto seus ‘irmãos’ VW 1500 e VW 1600 (VW 1600 a partir do ano 1974, com o “Bizorrão”) precisavam trazer o máximo de sofisticação possível (Engenharia), embora ainda mantendo preços accessíveis (Marketing).
    Curiosidade, hoje em dia são fabricados, ou recentemente foram, modelos de carros equivalentes ou iguais, de uma mesma montadora, por exemplo, Fox e Gol (carros equivalentes VW), e Astra (GM), que trazem as referidas furações com quatro ou com cinco furos por razão difícil de atribuir tanto à Engenharia quanto ao Marketing:
    VW FOX (equivalente ao Gol) – cinco furos; VW GOL (equivalente ao Fox) – quatro furos.
    GM ASTRA – quatro ou cinco furos (carros iguais).
    Por quê? Bem: uma vez, quando gerenciei o pós-vendas da extinta concessionária VW Bandeirantes, de São José dos Campos – SP, tratávamos, eu e um inspetor de sinistros de determinada seguradora, do caso de um Santana GLSi 1994 recuperado de furto, cujas rodas, ao invés das 14” em alumínio, eram 13” em aço, típicas dos Gol daquela época. O inspetor criticou o – segundo ele – excessivo número de peças intercambiáveis montadas em diferentes modelos, sugerindo que Santana top de linha, como aquele GLSi, deveria ter furação cinco furos, pois em caso de furto, palavras do inspetor, “… pelo menos as rodas não seriam tão facilmente aproveitáveis num Golzinho barato qualquer…”; eu concordei por completo com ele.
    Assim, no motivo desta medida – ora quatro, ora cinco furos – é certo que “tem o dedo” das seguradoras.
    Novamente parabenizo o Sr. Jairo Kleiser pela iniciativa.
    Atenciosamente,
    Engº MSc Rodrigo Martiniano.
    rodrigo.oam@gmail.com
    . . . . .

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