Toyota Bandeirante Jipe Longo 1985 um verdadeiro Rinoceronte

Foi o modelo responsável pela ampliação da malha de oleodutos, em todo o território brasileiro, o único nacional que suportava atoleiros e regiões montanhosas

Nas décadas de 1960 e 1970 os modelos o Jeep Ford Willys, Rural e picape, foram os desbravadores nas áreas mais inóspitas, na ampliação de oleodutos no Brasil, mas na década de 1980, com uma nova realidade, o modelo da vez foi o Toyota Bandeirante Jeep Longo e picape, entenda melhor.

Com a chegada da década de 1980, a industria automobilística brasileira deu mais um salto, as vendas aumentavam significativamente, consequentemente o consumo de gasolina e derivados também aumentaram a demanda, a Petrobras e suas empresas subcontratadas, trabalhavam a todo vapor na ampliação da malhar de oleodutos e estações de bombeamento, em todo o território nacional, os modelos mais utilizados passaram a ser as picapes e derivados do Chevrolet C10 / D20 e Ford F-100 / F-1000, mas ambos os modelos definitivamente mostraram que eram utilitários para zona rural, e não para atoleiros e regiões rochosas montanhosas.

Tanto os modelos, Chevrolet como Ford, expostos por longos períodos de trabalho em regiões sem trilhas de estradas, com grandes atoleiros, regiões alagadas, manguezais e rochas íngremes, após 90 ou 180 dias de uso, apresentavam diversos problemas estruturais, como, desprendimento de toda a carroceria do chassi, danos estruturais significativos em toda a suspensão e até o rompimento total de todo o eixo traseiro com o diferencial.

Mas existia uma solução bastante interessante, o Toyota Bandeirante Jeep Longo e picape.

Desempenho

O conforto e a dirigibilidade com certeza eram os piores o mercado nacional, entre os modelos zero KM, o Toyota Bandeirante, no asfalto ou em ruas com calçamento, passava para o interior do veículo todo o ruído e vibrações do atrito do pneu com o solo.

Em altas rotações a vibração do motor, também passava para o interior do carro.

Mas o objetivo do projeto foi alcançado, era um modelo extremamente resistente, o conjunto motor e câmbio era robusto e exigia pouca manutenção, o sistema 4 X 4, também estava a frente de seus concorrentes Chevrolet e Ford.

Outro ponto forte era o baixo consumo para um veículo pesado e rústico, 7 KM/L na área urbana e 12 KM/L na estrada.

Acabamento Externo

Basicamente o mesmo desde o final dos anos 60.

Grades e eficientes faróis redondos, de lentes boleadas.

Para-choque dianteiro que mais parecia um trilho de trem, ligado diretamente ao bloco do modelo.

Setas grandes muito bem posicionada nos enormes para-lamas, dianteiros.

Grandes e eficientes retrovisores de haste.

Cabine em puro aço mais parecia um jeep de guerra.

Logo frisado na lataria “Bandeirante”.

Rodas de aço 215/80 R16.

Acabamento Interno

Rustico.

Piso em lata ou emborrachado, conforme modelo e ano.

Bancos com forração em imitação de couro.

Painel básico, com mostradores, de nível de combustível, velocímetro, temperatura do motor e pressão do óleo.

Volante simples em imitação de marfim,. e nos anos 90 volante espumado.

Ficha Técnica – Toyota Bandeirante Jipe Longo 1985

Carroceria Jipe.

Porte grande / Utilitário.

Duas portas.

Motor OM 314.

Cilindros 4 em linha.

Cilindrada 3784 cm³.

Tração Integral temporária.

Combustível Diesel .

Injeção direta.

Direção Simples.

Câmbio manual de 4 marchas.

Freios a tambor nas quatro rodas.

Peso 1760 KG;

Potência 85 CV.

24 kgfma a 1800 rpm;

De 0 a 100 – 32 segundos;

Velocidade máxima 120 KM/h;

Consumo Cidade 7 KM/L Estrada 12 KM/L;

Autonomia: Cidade 364 KM – Estrada 624 KM;

Porta malas 400 Litros;

Carga útil 890,

Tanque de combustível 52 Litros.

Motor Tudo – Toyota Bandeirante Jipe Longo 1985

Carros Clássicos Brasil – Toyota Bandeirante

Um comentário sobre “Toyota Bandeirante Jipe Longo 1985 um verdadeiro Rinoceronte”

  1. Esses carros eram realmente muito fortes, mas infelizmente faltavam conforto e ergonomia. Há uns 15 anos, quase comprei um Jeep Willys, em uma loja na Barra Funda, São Paulo. Estava equipadinho, com bancos mais modernos, mas achei a dirigibilidade não muito boa, e desde então venho postergando o sonho de ter um Troller ou um outro mais moderno e confortável. Por enquanto, tenho tido carros de passeio mais comuns. Ter dois carros, em casa em que só eu trabalho, minha esposa é dona de casa, fica dispendioso. Eu tinha um dinheiro para receber, de diferenças da URV, dos tempos da criação do Plano Real, que trabalhei, tinha ganho em todas as instâncias, e daí, poderia realizar o sonho do meu jipe, mas deram um jeito de não pagar, e venceram os poderosos, com seu cabo de aço, contra minha linha de costura. Assim funciona o cabo de guerra do povo contra os governantes deste país.

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