Simca Chambord Tufão 1965 o primeiro nacional de luxo registado

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Um projeto francês, com desenho norte-americano, que fez a alegria de muitas famílias brasileiras, o trecho da música Simca Chambord do grupo, camisa de vênus, na década de 1980, retrata bem a euforia na década de 1960.

Um dia me pai chegou em casa,
Nos idos de 63
E da porta ele gritou orgulhoso,
Agora chegou a nossa vez
Eu vou ser o maior, comprei um
Simca Chambord
.

Foi oficialmente o primeiro carro de luxo produzido em solo brasileiro, devidamente registrado. Luxuoso, com um desenho que caiu na graça do público brasileiro, e embalou os sonhos de muitos pais de família.

Na prática, o Simca era um fora de série francês, que foi fabricado em solo brasileiro, aos moldes das empresas, Gurgel, Puma, Miura e Santa Matilde. A fábrica francêsa utilizava as linhas de carros norte-americanos e motor de montadoras em série, como a Ford, para criar seus próprios carros.

Apesar do sucesso e do glamour que o carro causava nas famílias, ganhando até uma série de TV, O Vigilante Rodoviário, o modelo já chegou ao Brasil totalmente defasado.

Utilizava um ultrapassado motor V8 que a Ford já havia aposentado, e que não recebia upgrades a alguns anos, o carro era lento, e sem a força esperada para um modelo de luxo.

A versão Simca Chambord Tufão 1965, já havia recebido algumas atualizações na parte mecânica, conseguia entrega 140 cv, se tornou mais ágil e eficiente.

Mesmo assim com a imagem já arranhada, e sem um investidor que acreditasse que o projeto, um dia poderia dar frutos mais atualizados, aliado a chegada do moderno Ford Galaxie, e o anúncio de outros lançamentos como Chevrolet Opala e a família Dodge, a Simca encerra suas atividades em 1967.

Desempenho

Estabilidade –  O conjunto, carroceria, chassi e suspensão, entregava o equilíbrio sugerido para a época, mesmo assim, era sempre bom o motorista ficar atento em curvas de alta e piso molhado.

Motor –  Utilizando o motor Aquilon 2.5 V8 de 140 cv, era de manutenção descomplicada, mas a relação consumo e potência nunca foi seu forte.

Câmbio –  Manual de 3 marchas, com alavanca na coluna de direção, exigia manutenções preventivas constantes, para não haver problemas, como encavalar as marchas.

Retomadas e ultrapassagens – mesmo não sendo um dos modelos mais rápidos e ágeis, estando com as manutenções em dia, era seguro e eficiente.

Consumo –  Para um motor de 8 cilindros a gasolina, de um modelo que pesava quase 1290 kg, fazer 5 km/l em época de gasolina barata não era nenhuma anomalia.

Acabamento Externo

Faróis –  Redondos de lentes boleadas, embutidos em uma moldura cromada;

Setas dianteiras – Embutidas abaixo dos faróis;

Para – choques –  Em largas lâminas de aço carbono cromados;

Faróis de neblina – Não;

Grade de ar do motor – Em lâminas de aço carbono cromadas acompanhando as linhas do carro;

Retrovisores Externos – Redondos, posicionados, acima do para-lama dianteiro;

Frisos – Cromado em toda a extensão lateral do carro;

Rodas – De aço tradicionais da família Simca e calotas cromadas;

Maçanetas – Cromadas;

Logo – “Chambord”, na lateral dos para-lamas traseiros;

Lanterna Traseira – Bicolor sem luz de ré;

Bagageiro – Não;

Teto Solar – Não;

Limpador do vidro traseiro – Não;

Acabamento Interno e Instrumentos

Painel – Com mostradores em escala horizontal;

Conta – giros – N/D;

Acabamento do painel – Em vinil preto, e metal na cor do carro;

Volante – De dois raios de plástico injetado, com meia lua cromada, para acionamento da buzina;

Sistema de som – Sim;

Ventilador – Sim;

Ar – condicionado – Não;

Ar –  quente – N/D;

Luz de leitura – Não;

Relógio – Analógico;

Acendedor de cigarros – Sim;

Cinzeiro – Sim;

Acionamento dos vidros – Manual basculante;

Sistema de travamento das portas – Mecânico;

Ajuste dos retrovisores externos – Manual;

Acabamento dos bancos – Em vinil e veludo;

Acabamento das portas – Em vinil e veludo;

Luz de Sinalização no rodapé das portas – Não;

Banco traseiro – Sem acessórios;

Encosto de cabeça – Não;

Desembaçador elétrico do vidro traseiro – Não;

Assoalho – Acarpetado;

Porta-malas – Acarpetado;

Ficha Técnica – Simca Chambord Tufão 1965

Carroceria – Sedã;

Porte – Grande;

Portas – 4;

Motor –  Aquilon V8 2.5;

Cilindros – 8 em V;

Válvulas por cilindro – 2;

Posição – Longitudinal;

Combustível – Gasolina;

Potência – 140 cv;

Peso Torque – N/D kg/kgfm;

Cilindrada – 2414 cm³;

Torque máximo – 23 kgfm a 3300 rpm;

Potência Máxima – 5500 rpm;

Tração – Traseira;

Alimentação –  Carburador;

Direção – Simples;

Câmbio – Manual de 3 velocidades com alavanca na coluna de direção;

Embreagem – Monodisco a seco;

Freios – Freio a tambor nas 4 rodas;

Peso – 1290 kg;

Suspensão dianteira – Independente, McPherson;

Suspensão traseira – Eixo rígido – Mola helicoidal;

Comprimento – 4720 mm;

Distância entre-eixos – 2690 mm;

Largura – 1170 mm;

Altura – 1450 mm;

Aceleração de 0 a 100 – 23 Segundos;

Velocidade máxima – 140 km/h;

Consumo: Cidade 5 km/l – Estrada 8 km/l;

Autonomia: Cidade N/D km – Estrada N/D km;

Porta malas – N/D Litros;

Carga útil – Não informado;

Tanque de combustível – N/D Litros;

Valor atualizado Aproximado – R$ 75.125,00;

Valor atualizado aproximado se refere apenas a uma estimativa de quanto o carro custaria hoje Zero Km na concessionária – Não possui nenhum parâmetro real do mercado atual.

O Motor Tudo, NÃO trabalha com nenhum tipo de comércio de carros, apenas faz matérias sobre a história de carros clássicos brasileiros.

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