Primeiro Uno de patinho feio a herói nacional

Ele chegou ao mercado em 1984 e muita gente torceu o nariz, mas logo veio o sucesso

Muitos aspectos contavam contra o primeiro Uno, o mercado ainda olhava com uma certa desconfiança para a mecânica Fiat, com todos os problemas que o Fiat 147 tinha na década de 1970 e o início da década de 1980, era difícil não olhar o novo hatch da montadora e não fazer uma ligação com o passado.

O primeiro Uno nasceu com dois motores, o já conhecido motor 1.3 Fiasa a gasolina que equipava o Fiat 147 e o mesmo motor 1.3 a álcool mas com algumas inovações que davam mais fôlego ao carro.

A versão 1.3 a gasolina tinha um desempenho menor, na cidade não era tão elástico, tinha um velocidade final limitada e um nível de ruído em altas rotações desagradável, já a versão a álcool era bem mais elástico, a terceira marcha era bastante longa, deixando o carro bastante divertido de dirigir na cidade, o torque do motor também era bem mais estável e confortável.

Em 1985 chega ao mercado o Uno SX com o mesmo motor Fiasa 1.3 a álcool, com 11 CV a mais que as versões “S” e “CS”, mais ágil e 6 KM/h a mais de velocidade final, a nova versão SX, também contava com conta – giros, vidros elétricos, faróis de neblina e outros acessórios diferenciados.

Uma curiosidade sobre o mercado entre os anos de 1985 e 1986, que levou as vendas do primeiro Uno a dispararem, foi o novo motor Volkswagen MD -270 1.6, que passou a equipar a linha Gol “S” e “LS”, o modelo alemão com a nova motorização teve seu preço disparado, deixando o modelo da Fiat, com uma ótima folga para trabalhar no mercado dos Hatchs compactos.

Desempenho – Versões “S” e “CS” 1.3 a álcool

Com no máximo dois adultos e duas crianças o Uno 1.3 era ágil na cidade, e muito bom de estrada, mas com 4 ou 5 adultos e porta malas cheio, o motor perdia muito fôlego, principalmente em subidas.

O modelo era muito aerodinâmico, em curvas de alta era seguro e eficiente, em retas em velocidade acima de 110 KM/h se mantinha bastante estável.

O ponto negativo da suspensão era a rigidez, passava desconforto em ruas de paralelepípedo.

Acabamento Externo

Frente com faróis quadrados, de lentes planas, embutidos em um mesmo conjunto com as setas.

Frisos laterais emborrachados.

Maçanetas embutidas nas portas.

Retrovisores satélites, com ajuste mecânico interno na versão CS e ajuste manual na versão “S”.

Para-choques envolventes.

Limpador de vidro traseiro, na versão “CS” e opcional na versão “S”.

Rodas de aço tradicionais da família Uno, com calota de plástico ao centro.

Lanternas traseiras tricolor.

Acabamento Interno

Painel inteligente, com botões satélites, muito funcional, nos anos 80 os comandos de painel do Uno foram considerados os mais eficientes do Brasil.

Mostradores básicos + relógio analógico na versão “CS”.

Acendedor de cigarros.

Cinzeiro deslizante na lateral do painel.

Ventilador de três velocidades.

Ar – quente na versão “CS”.

Volante de dois raios, espumado na versão CS e plástico injetado na versão “S”.

Bancos em tecido Plástico.

Encosto de cabeça com regulagem de altura nos bancos dianteiros.

Assoalho e porta malas, acarpetados.

Ficha Técnica – Primeiro Uno 1.3 a Álcool

Carroceria hatch.

Porte Compacto.

Duas portas.

Motor Fiasa 1.3.

Cilindros 4 em linha.

Tuchos mecânicos.

Tração dianteira.

Combustível Álcool.

Carburador.

Direção Simples.

Câmbio manual de 5 marchas.

Freios a disco sólido nas rodas dianteiras e tambor nas rodas traseiras.

Peso 800 KG;

Potência 59 CV.

Torque Máximo – 10 kgfma a 2600 rpm;

De 0 a 100 – 16 segundos;

Velocidade máxima 150 KM/h;

Consumo Cidade 8,9 KM/L Estrada 12,5 KM/L;

Autonomia: Cidade 489,5 KM – Estrada 687,5 KM;

Porta malas 290 Litros;

Carga útil 400,

Tanque de combustível 55 Litros.

Preço atualizado aproximado R$ 45.256,00.

Valor atualizado aproximado se refere apenas a uma estimativa de quanto o carro custaria hoje Zero Km na concessionária – Não possui nenhum parâmetro real do mercado atual.

Fiat Uno antigo

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