Opala 1970, 2500 Standard, em um impressionante estado de conservação

Compartilhe

O Opala 1970, 2500 na versão Standard, fez parte da primeira fornada que foi de novembro de 1968, já como modelo 1969 até 1970, em 1971 já com a segunda fornada, foi rebatizado de Especial. Tornando a unidade aqui da matéria um dos colecionáveis Chevrolet, mais raros produzidos em solo brasileiro.

No início da década de 1970, o gigante da Chevrolet mesmo na versão de entrada, era um modelo de alto custo, destinado a classe alta, passou imediatamente a ser o preferido dos políticos brasileiros ao lado do Ford Galaxie.

Mas não se iluda com a palavra versão básica ou de entrada, uma unidade zero km, do Opala 1970, 2500 Standard, não entraria em sua garagem por menos de R$ 278.990,00, em valores atualizados para o segundo semestre de 2021.

O modelo aqui da matéria, se apresenta em um impressionante estado de conservação, tanto da carroceria, como do acabamento interno e mecânica. O carro recebeu alguns toques básicos de customização, com acessórios de época: Rodas Scorro modelo Estrela de Malta, relógio analógico original, rádio toca-fitas Bosch Stereo Center e Amplificador com Equalizador Tojo GR-100, além de freios a disco nas rodas dianteiras.

A unidade pertence ao colecionador Marcelo Reinert do Ateliê do Carro. Segue abaixo fotos originais do histórico do carro.

Fotos do exemplar com rodas e calotas originais

Desempenho

Estabilidade –  O conjunto, carroceria, chassi e suspensão, dava ao carro uma boa estabilidade, mesmo sendo um projeto desenvolvido no final da década de 1960. Mas com uma suspensão muito macia e uma caixa de direção não muito precisa, era sempre bom o motorista ficar atento em curvas de alta.

Motor –  Utilizando o motor Chevrolet 2500, era robusto, confiável e com um giro bastante estável em altas rotações. Mas o custo das manutenções preventivas e corretivas de um modelo zero km, ainda eram considerados de alto para os padrões brasileiros.

Câmbio –  O câmbio manual com alavanca na coluna de direção, tinham engates precisos e macios, mas exigia manutenção preventiva constante na alavanca de trocas de marcha.

Retomadas e ultrapassagens – Com um motor elástico com muito fôlego, que respondia muito bem ao pedal do acelerador, era seguro e confiável.

Consumo –  Para um modelo de grande porte fazer em média 7 km/l na cidade, era um grande feito para a época, mais detalhes na ficha técnica no final do post.

Acabamento Externo

Faróis –  Redondos de lentes boleadas embutidos com recuo em uma moldura cromada;

Setas dianteiras – Abaixo dos para-choques;

Para – choques –  Em lâminas de aço carbono cromados;

Faróis de neblina – Não;

Grade de ar do motor – Com frisos na horizontal, cromada;

Retrovisores Externos – Redondo cromado;

Frisos – Não;

Rodas – De de aço tradicionais da família Opala, com lindas calotas cromadas – Customizado com Rodas Scorro modelo Estrela de Malta;

Maçanetas – Cromadas;

Logo – “2500 Chevrolet”, na lateral do para-lama dianteiro;

Lanterna Traseira – Em cor única;

Bagageiro – Não;

Teto Solar – Não;

Limpador do vidro traseiro – Não;

Acabamento Interno e Instrumentos

Painel – Com mostradores básicos em escala circular;

Conta – giros – Não;

Acabamento do painel – Em courvin e aço, na cor preto;

Volante – De dois raios de plástico injetado;

Sistema de som – Sim;

Ventilador – Sim;

Ar – condicionado – Não;

Ar –  quente – Opcional;

Luz de leitura – Não;

Relógio – Opcional;

Acendedor de cigarros – Sim;

Cinzeiro – Sim;

Acionamento dos vidros – Manual basculante;

Sistema de travamento das portas – Mecânico;

Ajuste dos retrovisores externos – Manual;

Acabamento dos bancos – Em courvin;

Acabamento das portas – Em courvin e detalhes cromados;

Luz de Sinalização no rodapé das portas – Não;

Banco traseiro – Sem acessórios;

Encosto de cabeça – Não;

Desembaçador elétrico do vidro traseiro – Não;

Assoalho – Emborrachado com opção para carpete;

Porta-malas – Tecido feltro;

Ficha Técnica – Opala 1970, 2500 Standard

Carroceria – Sedã;

Porte – Grande;

Portas – 4;

Motor –  2500 Cód 153;

Cilindros – 4 em linha;

Posição – Longitudinal;

Combustível – Gasolina;

Potência – 80 cv;

Peso Torque – 61,1 kg/kgfm;

Cilindrada – 2509 cm³;

Torque máximo – 18 kgfm a 3000 rpm;

Potência Máxima – 4400 rpm;

Tração – Traseira;

Alimentação –  Carburador;

Direção – Simples;

Câmbio – Manual com alavanca na coluna de direção;

Embreagem – Monodisco a seco;

Freios – Freio a disco sólido nas rodas dianteiras e tambor nas rodas traseiras;

Peso – 1100 kg;

Suspensão dianteira – Independente, Braços sobrepostos – Mola helicoidal;

Suspensão traseira – Eixo rígido, barra Panhard – Mola helicoidal;

Comprimento – 4580 mm;

Distância entre-eixos – 2667 mm;

Largura – 1758 mm;

Altura – 1384 mm;

Aceleração de 0 a 100 – 20 Segundos;

Velocidade máxima – 140 km/h;

Consumo: Cidade 7 km/l – Estrada 9 km/l;

Autonomia: Cidade 378 km – Estrada 486 km;

Porta malas – 430 Litros;

Carga útil – Não informado;

Tanque de combustível – 54 Litros;

Valor atualizado Aproximado –  R$ 278.990,00 ;

Valor atualizado aproximado se refere apenas a uma estimativa de quanto o carro custaria hoje Zero Km na concessionária – Não possui nenhum parâmetro real do mercado atual.

O Motor Tudo, NÃO trabalha com nenhum tipo de comércio de carros, apenas faz matérias sobre a história de carros clássicos brasileiros.

Deixe um comentário