Monza 1985, fase 2, o líder emplaca 62.544 unidades

Compartilhe

O Monza 1985, passou por duas fases, a primeira era o acabamento que o acompanhava desde o lançamento em 1982, no segundo semestre ganha a chamada fase 2, com nova grade de ar do motor, novos retrovisores panorâmicos, bancos anatômicos, novo acabamento interno das portas, lanternas traseiras tricolor, novo volante, e na versão SL/E conta-giros de série.

O Chevrolet Monza emplacou em 1985 62.544 unidades, quase 8.000 veículos a menos que no ano anterior, o motivo foi a chegada da segunda geração do VW Passat ao Brasil em 1984, conhecido como VW Santana, que teve suas vendas alavancadas no ano seguinte e o crescimento das vendas do Ford Escort.

No início de 1985, mesmo se mantendo como o carro mais vendido do Brasil, a montadora já previa uma queda nas vendas, em função da mudança de mercado. No segundo semestre do mesmo ano, toma duas decisões, a primeira era o lançamento da fase 2. A segunda não saiu do papel, seria o lançamento da perua Monza, um SW de médio porte para concorrer com o projeto VW Santana Quantum, que chegaria em 1986, mas para não haver uma briga no quintal de casa com o modelo de grande porte Chevrolet Caravan, a empresa abortou a ideia.

O upgrade no Monza 1985, deixou o carro mais confortável e com um visual mais moderno, os resultados apareceram no ano seguinte. Em 1986, o médio da Chevrolet mantem a liderança do mercado, como o carro mais vendido do Brasil desde 1984, mas agora emplaca 73.192 unidades, quase 11.000 carros vendidos a mais que no ano anterior.

Nos anos de 1985 e 1986, a Chevrolet ainda comercializava nas versões de entrada, modelos com motores 1.6, apenas em 1987 com a chegada do novo upgrade para os motores 1.8 e o lançamento dos motores 2.0, chega ao fim a família Monza 1.6.

Desempenho

Estabilidade –  O conjunto, do projeto, dava ao carro uma ótima estabilidade, a Chevrolet incrivelmente conseguia unir, maciez e eficiência em uma mesma suspensão.

O motor – Equipado com o motor Chevrolet 1.8 a álcool entregava ótimos 95 cv com torque máximo de 15,1 kgfm, era rápido e confiável.

Câmbio –  O câmbio manual de 5 velocidades, era de engates macios e precisos, mesmo em trocas mais rápidas de marcha, se mantinha eficiente.

Retomadas e ultrapassagens – Mesmo sendo um modelo que pesava 1055 kg, era rápido e eficiente com aceleração de 0 a 100 em 13,1 segundos.

Consumo –  Para um motor 1.8 carburado a álcool fazer 7,4 km/l na cidade, estava dentro do esperado para a época, mais detalhes na ficha técnica no final do post.

Acabamento Externo

Faróis –  Faróis chanfrados nas extremidades de lentes planas;

Setas dianteiras – Embutidas no mesmo conjunto dos faróis;

Para – choques –  Em lâminas de aço carbono e cor grafite, e um fino friso metálico;

Faróis de neblina – Opcional;

Grade de ar do motor – Em lâminas na horizontal na cor grafite;

Retrovisores Externos – Panorâmicos grafite, com ajuste elétrico;

Frisos – Emborrachado com o logo “Monza SL/E” em toda a extensão lateral do carro;

Rodas – De aço, 185/70 R13, com calotas de plástico;

Maçanetas – Na cor grafite;

Logo – “1.8 Álcool”, Na tampa do porta – malas;

Lanterna Traseira – Tricolor com luz de ré;

Bagageiro – Não;

Teto Solar – Não;

Limpador do vidro traseiro – Não;

Acabamento Interno e Instrumentos

Painel – Com mostradores em escala circular;

Conta – giros – Sim;

Acabamento do painel – Em vinil em tons grafite;

Volante – Espumado de quatro raios;

Sistema de som – Sim;

Ventilador – Sim;

Ar – condicionado – Opcional;

Ar –  quente – Sim;

Luz de leitura – Sim;

Relógio – Digital;

Acendedor de cigarros – Sim;

Cinzeiro – Sim;

Acionamento dos vidros – Elétrico;

Sistema de travamento das portas – Elétrico;

Ajuste dos retrovisores externos – Interno elétrico;

Acabamento dos bancos – Em fino tecido aveludado;

Acabamento das portas – Em vinil e veludo;

Luz de Sinalização no rodapé das portas – Sim;

Banco traseiro – Sem acessórios;

Encosto de cabeça – Para dois passageiros nos bancos dianteiros com regulagem de altura;

Desembaçador elétrico do vidro traseiro – Sim;

Assoalho – Acarpetado;

Porta-malas – Acarpetado;

Ficha Técnica – Monza 1985 – Fase 2 1.8 a álcool

Carroceria – Sedã;

Porte – Médio;

Portas – 2;

Motor –  GM Família II 1.8;

Cilindros – 4 em linha;

Válvulas por cilindro – 2;

Posição – Transversal;

Combustível – Álcool;

Potência – 95 cv;

Peso Torque – 69,9 kg/kgfm;

Cilindrada – 1796 cm³;

Torque máximo – 15,1 kgfm a 3000 rpm;

Potência Máxima – 5600 rpm;

Tração – Dianteira;

Alimentação –  Carburador;

Direção – Simples – Opcional hidráulica;

Câmbio – Manual de 5 velocidades com alavanca no assoalho;

Embreagem – Monodisco a seco;

Freios – Freio a disco ventilado nas rodas dianteiras e tambor nas rodas traseiras;

Peso – 1075 kg;

Suspensão dianteira – Independente, McPherson – Mola helicoidal;

Suspensão traseira – Eixo de torção – Mola helicoidal;

Comprimento – 4366 mm;

Distância entre-eixos – 2574 mm;

Largura – 1668 mm;

Altura – 1358 mm;

Aceleração de 0 a 100 – 13,1 Segundos;

Velocidade máxima – 157 km/h;

Consumo: Cidade 7,4 km/l – Estrada 11 km/l;

Autonomia: Cidade 451 km – Estrada 671 km;

Porta malas – 510 Litros;

Carga útil – 460 kg;

Tanque de combustível – 61 Litros;

Valor atualizado Aproximado –  R$ 165.880,00 ;

Valor atualizado aproximado se refere apenas a uma estimativa de quanto o carro custaria hoje Zero Km na concessionária – Não possui nenhum parâmetro real do mercado atual.

O Motor Tudo, NÃO trabalha com nenhum tipo de comércio de carros, apenas faz matérias sobre a história de carros clássicos brasileiros.

Deixe um comentário