Jeep Willys CJ-5 4×4, de sucata na década de 1980, a colecionável de alto custo

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Desde a década de 1950, o utilitário da Willys Overland, posteriormente Ford, foi um Off-Road, muito utilizado na zona rural e na construção civil

Mas na segunda metade da década de 1970, já em final de produção, o modelo perdeu espaço para outros utilitários mais modernos, consequentemente o preço do Jeep Willys CJ-5 4×4 despencou.

Durante a década de 1980, já existia uma procura mais significativa, por parte de praticantes de Off-Road, além de ter um preço bem mais acessível, era muito fácil fazer as devidas adaptações, para praticar trilhas nos fins de semana.

Na segunda metade da década de 1980, era bastante comum, ver unidades abandonadas e apodrecendo, em terrenos baldios ou em garagens. Em 1986 um amigo proprietário de um fero velho, comprou 3 unidades que estavam abandonadas no quintal de uma casa, pasmem, o preço dos três Jeeps, foi na troca por um, fogão e uma geladeira nova, hoje aproximadamente R$ 5.000,00 ou R$ 6.000,00.

Já na década de 1990, ele voltou aos holofotes em grande estilo, começou a tendência de restaurar, colecionar e comercializar carros clássicos, e o Jeep Willys CJ-5 4×4, se tornou um colecionável muito procurado, uma unidade devidamente restaurada facilmente pode chegar a R$ 90.000,00.

Desempenho

Estabilidade – O conjunto carroceria, chassi e suspensão do Jeep JC, foi projetado para serviços off-road, sem muita intimidade no asfalto e modesto em curvas de alta.

Motor – O motor de 6 cilindros original Willys / Ford, era extremamente resistente, e exigia pouca manutenção, um veículo literalmente feito para a guerra.

Câmbio – O câmbio e os controles de tração, também foram feitos para durar, mas utilizava a famosa caixa seca, as trocas de marchas deveriam esperar o tempo do motor para os engates, ou você teria uma marcha arranhando que se ouvia de muito longe.

Retomadas e ultrapassagens – Na estrada tinha um desempenho modesto, passava muito vibração para a carroceria, devido ao atrito dos grandes pneus no asfalto, e da suspensão muito rígida, mas em época de Brasil sem ruas ou estradas pavimentadas, era o modelo ideal.

Consumo – Em média fazia 4 km/l na cidade, que para a década de 1960 estava dentro do esperado.

Acabamento Externo

Faróis –  Redondos de lentes boleadas, embutidos com recuo;

Setas dianteiras – Posicionadas abaixo dos faróis;

Para – choques –  Em lâminas de aço carbono;

Faróis de neblina – Não;

Grade de ar do motor – Em aço com frisos na vertical;

Retrovisores Externos– De haste única;

Frisos – Não;

Rodas – Rodas de aço tradicionais da família Willys;

Maçanetas – N/D;

Logo – “Jeep” estampado na lateral do para-lama dianteiro;

Lanterna Traseira – Em cor única sem luz de ré;

Bagageiro – Não;

Teto Solar – Não;

Limpador do vidro traseiro – Não;

Acabamento Interno e Instrumentos

Painel – Com mostrador em escala circular;

Conta – giros – Não;

Acabamento do painel – Em aço na cor da carroceria;

Volante – De plástico injetado de três raios;

Sistema de som – Não;

Ventilador – N/D;

Ar – condicionado – Não;

Ar –  quente – N/D;

Luz de leitura – Não;

Relógio – Não;

Acendedor de cigarros – Não;

Cinzeiro – Não;

Acionamento dos vidros – N/D;

Sistema de travamento das portas – N/D;

Ajuste dos retrovisores externos – Manual;

Acabamento dos bancos – Em courvin;

Acabamento das portas – N/D;

Luz de Sinalização no rodapé das portas – Não;

Banco traseiro – Sem acessórios;

Encosto de cabeça – Não;

Desembaçador elétrico do vidro traseiro – Não;

Assoalho – Aço;

Porta-malas – Aço;

Ficha Técnica – Jeep Willys CJ-5 4×4 1966

Carroceria – Jipe;

Porte – Médio;

Portas – Não;

Motor –  BF-161;

Cilindros – 6 em linha;

Válvulas por cilindro – 2;

Posição – Longitudinal;

Combustível – Gasolina;

Potência – 90 cv;

Peso Torque – 58,6 kg/kgfm;

Cilindrada – 2638 cm³;

Torque máximo – 18,7 kgfm a 2000 rpm;

Potência Máxima – 4400 rpm;

Tração – AWD integral temporária;

Alimentação –  Carburador;

Direção – Simples;

Câmbio – Manual de 3 marchas com alavanca no assoalho;

Embreagem – Monodisco a seco;

Freios – Freio a tambor nas 4 rodas;

Peso – 1096 kg;

Suspensão dianteira – Eixo rígido – Feixe de molas semielípticas;

Suspensão traseira – Eixo rígido – Feixe de molas semielípticas;

Comprimento – 3444 mm;

Distância entre-eixos – 2057 mm;

Largura – 1699 mm;

Altura – 1733 mm;

Aceleração de 0 a 100 – 26,8 Segundos;

Velocidade máxima – 118 km/h;

Consumo: Cidade 4 km/l – Estrada 6 km/l;

Autonomia: Cidade 120 km – Estrada 180 km;

Porta malas – 100 Litros;

Carga útil – 605 kg;

Tanque de combustível – 30 Litros;

Valor atualizado Aproximado – Não informado;

Valor atualizado aproximado se refere apenas a uma estimativa de quanto o carro custaria hoje Zero Km na concessionária – Não possui nenhum parâmetro real do mercado atual.

O Motor Tudo, NÃO trabalha com nenhum tipo de comércio de carros, apenas faz matérias sobre a história de carros clássicos brasileiros.joi

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