Honda Accord AX Completa 20 anos de Brasil, e quase não deu certo

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O modelo aqui da matéria é uma unidade Honda Accord AX 1993, considerado a primeira geração, comercializada em solo brasileiro

Um japonês importado dos Estados Unidos, na terra do Tio Sam, ele chegou a ser o carro mais vendido entre os anos de 1989 e 1990. Mas as primeira unidades a serem comercializadas no Brasil, a partir de 1991, enfrentaram muitos obstáculos.

Agora em 2021, completará 20 anos das primeiras unidades importadas e emplacadas no Detran. Em solo brasileiro a produção começou, em 06 de outubro de 1997.

A falta de fôlego das primeiras unidades importadas para o Brasil, pesou bastante para a sobrevivência do Honda Accord, o motor F22A1 2.2 16V, com injeção monoponto, entregava simpáticos 125 cv, com velocidade final de 173 km/h, números modestos, para um modelo de grande porte, que ainda precisava mostrar seu valor em terras brasileiras.

Em meio aos poderosos, Chevrolet Omega, e carros das marcas de Elite, como o Audi 4, e as versões de entrada da BMW, além de alguns modelos, médios nacionais, como o Fiat Tempra. A vida dos primeiros Honda Accord AX, não foi nada fácil.

O que contava a seu favor, era a robustez do carro, um modelo muito confiável. Repleto de equipamentos de segurança e conforto.

Mas a partir do segundo semestre de 1994, o motor, C27A 2.7 V6, e injeção multiponto, entre em cena, com 172 cv, velocidade final de 210 km/h, e aceleração de 0 a 100 em 9,9 segundos, deu sobre vida ao gigante da Honda, que em 2021 chega ao mercado brasileiro custando simpáticos R$ 205.000,00.

Desempenho – Honda Accord AX 1993

Estabilidade –  O conjunto, carroceria, chassi e suspensão, era eficiente e equilibrado, conseguia unir segurança e conforto.

Motor – Utilizando o motor F22A1 2.2 16V de 125 cv, entregava um bom desempenho para o dia a dia, mas para uma modelo de luxo, ficava um passo atrás da concorrência .

Câmbio – O câmbio automático, era eficiente, mesmo em retomadas.

Retomadas e ultrapassagens – O motor F22A1 2.2 16V tinha um bom fôlego, era elástico e respondia rápido ao acelerador, mas com carga máxima de 375 kg, era bom negociar bem as ultrapassagens.

Consumo –  Para um modelo de grande porte, fazer 8,4 km/l na cidade, era considerado dentro dos padrões para a época.

Acabamento Externo

Faróis –  Retangulares de lentes planas, levemente chanfrados nas extremidades;

Setas dianteiras – Embutidas no mesmo conjunto dos faróis, com repetidores nos para – choques;

Para – choques –  Envolventes na cor da carroceria e um fino friso emborrachado no contorno;

Faróis de neblina – Não;

Grade de ar do motor – Em lâminas de plástico na horizontal, na cor do carro, e detalhes cromados;

Retrovisores Externos – Panorâmicos, com ajuste elétrico interno;

Frisos – Emborrachado em toda a extensão lateral;

Rodas – Rodas de liga – leve 195/60 R15;

Maçanetas – Na cor da carroceria;

Logo – “Accord EX” Na tampa do porta – malas;

Lanterna Traseira – Tricolor com luz de ré;

Bagageiro – Não;

Teto Solar – Sim;

Limpador do vidro traseiro – Não;

Acabamento Interno e Instrumentos

Painel – Com mostradores em escala circular – mph e km/h;

Conta – giros – Sim;

Acabamento do painel – Em vinil na cor grafite;

Volante – Espumado de 4 raios estilo executivo;

Sistema de som – Sim;

Ventilador – Sim;

Ar – condicionado – Sim;

Ar –  quente – Sim;

Luz de leitura – Não;

Relógio – Não;

Acendedor de cigarros – Sim;

Cinzeiro – Sim;

Acionamento dos vidros – Elétricos, nas 4 portas;

Sistema de travamento das portas – Elétrico central;

Ajuste dos retrovisores externos – Elétricos;

Acabamento dos bancos – Em tecido aveludado;

Acabamento das portas – Em vinil e veludo;

Luz de Sinalização no rodapé das portas – Não;

Banco traseiro – Com apoio para o braço, encosto de cabeça, e cinto de segurança de três pontos para dois passageiros;

Encosto de cabeça – Para 4 passageiros;

Desembaçador elétrico do vidro traseiro – Sim;

Assoalho – Acarpetado;

Porta-malas – Acarpetado;

Ficha Técnica – Honda Accord AX 1993

Carroceria – Sadan;

Porte – Grande;

Portas – 4;

Motor –  F22A1 2.2;

Cilindros – 4 em linha;

Válvulas por cilindro – 4;

Posição – Transversal;

Combustível – Gasolina;

Potência – 125 cv;

Peso Torque – 116,3 kg/kgfm;

Cilindrada – 2156 cm³;

Torque máximo – 14,7 kgfm a 3200 rpm;

Potência Máxima – 5200 rpm;

Tração – Dianteira;

Alimentação –  Injeção Monoponto;

Direção – Hidráulica;

Câmbio – Automático;

Embreagem – Monodisco a seco;

Freios – Freio a disco ventilado nas quatro rodas;

Peso – 1710 kg;

Suspensão dianteira – Independente, McPherson – Mola helicoidal;

Suspensão traseira – Eixo torção – Mola helicoidal;

Comprimento – 4695 mm;

Distância entre – eixos – 2720 mm;

Largura – 1725 mm;

Altura – 1370 mm;

Aceleração de 0 a 100 – 11,3 Segundos;

Velocidade máxima – 174 km/h;

Consumo: Cidade 8,4 km/l – Estrada 12,8 km/l;

Autonomia: Cidade 538 km – Estrada 819 km;

Porta malas – 325 Litros;

Carga útil – 375 kg;

Tanque de combustível – 64 Litros;

Valor atualizado Aproximado – R$ 167.689,00;

Valor atualizado aproximado se refere apenas a uma estimativa de quanto o carro custaria hoje Zero Km na concessionária – Não possui nenhum parâmetro real do mercado atual.

O Motor Tudo, NÃO trabalha com nenhum tipo de comércio de carros, apenas faz matérias sobre a história de carros clássicos brasileiros.

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