Gurgel BR 800 Motomachine 0.8 1991 o subcompacto brasileiro

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No final da década de 1980, a Gurgel consegue uma impressionante façanha, saía do status de montadora fora de série e passa a fazer parte das montadoras em série, com um veículo nacional, desenvolvimento e produzido pela própria montadora, o Gurgel BR 800.

A vida do subcompacto, do engenheiro João Augusto Conrado do Amaral Gurgel, não foi nada fácil desde o início, a luta por investimento no projeto, os apelos ao governo por impostos mais justos para carros de baixa cilindrada, e a pior luta de todas, vencer as constantes tentativas das montadoras estrangeiras enraizadas no Brasil, de barrar seus projetos.

Para quem não sabe, mesmo a Suécia não participando diretamente do conflito da segunda grande guerra, teve um gigantesco prejuízo financeiro, quem reergueu no pós guerra as montadoras, Volvo e Scania, foi o governo federal sueco, e hoje quem praticamente sustenta a Suécia, são as duas montadoras.

O Gurgel BR 800, nunca foi um sucesso em vendas, também não era o modelo comercializado no Brasil mais eficiente, mas era o carro nacional mais barato, um produto genuinamente tupiniquim, que teve suas ramificações como o Gurgel BR 800 Motomachine 0.8 1991, ou apenas Gurgel Motomachine 1991.

O projeto Gurgel Motomachine, era basicamente 4 configurações em um só carro, 1 veículo de transporte urbano, que tinha uma capota fechada e composta de fibra de vidro e acrílico; 2 um veículo conversível, onde a capota era abolida e só sobravam as colunas das janelas; 3 era também um veículo conversível, porém este tinha o vidro rebatível para o teto do carro; 4 o carro era um veículo mutável, com capota de lona que podia ser rebatida transformando-o no segundo carro.

Desempenho

Estabilidade – O conjunto era relativamente estável em curvas de alta e em retas em velocidades acima de 80 km//h por hora, cumpria seu papel para um subcompacto de baixo custo.

Motor – O motor Gurgel 0.8, era de manutenção descomplicada e de baixo custo, mas muito apático para a década de 1990, com modestos 34 cv e aceleração de 0 a 100 em 35 segundos.

Câmbio – O câmbio 4 marchas era eficiente, cumpria seu papel para um modelo popular.

Retomadas e ultrapassagens – Atendia as expectativas para um compacto popular da década de1990, mas com 4 adultos e porta-malas cheio, perdia muito fôlego.

Consumo – Para um motor 0.8 de 2 cilindros fazer, 13 km/l na cidade estava dentro do esperado.

Acabamento Externo

Faróis –  Retangular de lentes planas;

Setas dianteiras – Embutidas no para-choque;

Para – choques –  Envolvente na cor na cor da carroceria, com um fino friso vermelho;

Faróis de neblina – Não;

Grade de ar do motor – De plástico com frisos na horizontal;

Retrovisores Externos– De plástico preto;

Frisos – Vinco vermelho no rodapé abaixo das portas;

Rodas – Rodas de aço 145/80 R13;

Maçanetas – Cromadas;

Logo – “Motomachine” nas portas;

Lanterna Traseira – Tricolor com luz de ré;

Bagageiro – Não;

Teto Solar – Sim;

Limpador do vidro traseiro – Não;

Acabamento Interno e Instrumentos

Painel – Com mostradores básicos em escala retangular;

Conta – giros – Não;

Acabamento do painel – Em vinil;

Volante – Espumado de dois raios;

Sistema de som – Não;

Ventilador – Sim;

Ar – condicionado – Não;

Ar –  quente – Não;

Luz de leitura – Não;

Relógio – Analógico;

Acendedor de cigarros – Sim;

Cinzeiro – Sim;

Acionamento dos vidros – Manual basculante;

Sistema de travamento das portas – Mecânico;

Ajuste dos retrovisores externos – Manual;

Acabamento dos bancos – Em Courvin vermelho;

Acabamento das portas – Em vidro;

Luz de Sinalização no rodapé das portas – Não;

Banco traseiro – Sem acessórios;

Encosto de cabeça – Não;

Desembaçador elétrico do vidro traseiro – Não;

Assoalho – Acarpetado;

Porta-malas – Acarpetado;

Ficha Técnica – Gurgel BR 800 Motomachine 0.8 1991

Carroceria – Hatch;

Porte – Subcompacto;

Portas – 2;

Motor –  VGurgel 0.8;

Cilindros – 2 opostos na horizontal;

Válvulas por cilindro – 2;

Posição – Longitudinal;

Combustível – Gasolina;

Potência – 34 cv;

Peso Torque – 98,5 kg/kgfm;

Cilindrada – 792 cm³;

Torque máximo – 6,6 kgfm a 2500 rpm;

Potência Máxima – 5300 rpm;

Tração – Traseira;

Alimentação –  Carburador;

Direção – Simples;

Câmbio – Manual de 4 velocidades com alavanca no assoalho;

Embreagem – Monodisco a seco;

Freios – Freio a disco sólido nas rodas dianteiras e tambor nas rodas traseiras;

Peso – 650 kg;

Suspensão dianteira – Independente, braços sobrepostos – Mola helicoidal;

Suspensão traseira – Eixo torção – Mola helicoidal;

Comprimento – 2850 mm;

Distância entre-eixos – 1800 mm;

Largura – 1450 mm;

Altura – 1500 mm;

Aceleração de 0 a 100 – 35 Segundos;

Velocidade máxima – 115 km/h;

Consumo: Cidade 13 km/l – Estrada 15 km/l;

Autonomia: Cidade 520 km – Estrada 600 km;

Porta malas – 99 Litros;

Carga útil – 250 kg;

Tanque de combustível – 40 Litros;

Valor atualizado Aproximado – R$ 42.005,00;

Valor atualizado aproximado se refere apenas a uma estimativa de quanto o carro custaria hoje Zero Km na concessionária – Não possui nenhum parâmetro real do mercado atual.

O Motor Tudo, NÃO trabalha com nenhum tipo de comércio de carros, apenas faz matérias sobre a história de carros clássicos brasileiros.joi

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