Gol GTI 2.0 1989

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No último ano da década de 1980, chega ao mercado o primeiro injetado brasileiro, do apático Gol 1300 refrigerado a ar, ao moderno e robusto Gol GTi 2.0


Finalmente chega ao Brasil o sistema de injeção eletrônica, começávamos a deixar para o trás o “bom e velho carburador”, o novo sistema que já era utilizado e muito bem aceito na Europa desde o início da década de 1980 e em alguns países desde o fim da década de 1970, desembarca aqui, e quem viveu a década de 1980 e presenciou o nascimento do Gol Quadrado no ano de 1980, com apenas 50 CV de força e velocidade final de 125 KM/h, vivenciou um dos maiores projetos da industria automobilística brasileira em 1989.

Pesando menos de 1000 KG, e entregando ótimos 120 CV de força, o GTi 2.0 atingia velocidade final de 181 KM/h reais, e de 0 a 100 em 9,2 segundos, passou a ser o carro mais rápido e eficiente da história da industria automobilística brasileira, posto que sustentou até o final de 1994.

Mas no primeiro semestre de 1989 as coisas não saíram exatamente como a montadora e os fãs esperavam, o novo sistema de injeção Bosch, já utilizado na Europa, testado e muito bem aceito, aqui em terras brasilis sofreu com a péssima qualidade de nossa gasolina, pequenos vazamentos de combustíveis, falhas em altas rotações, deixaram os engenheiros da Volkswagen e da Bosch com o alerta ligado, mas já no segundo semestre do mesmo ano os problemas foram resolvidos, e as unidades com alterações foram chamadas para recall.

A cor azul, e prata na parte inferior, deu ao GTI uma nova identidade, o carro trazia também algumas inovações como a nova geração do motor AP com tuchos eram hidráulicos, o modelo na ocasião só era vendido na versão a gasolina, pois o sistema na versão a álcool era inviável. Outro detalhe importante, era que o Gol GTI 2.0 se tornou mais silencioso, tanto o nível de ruido externo, como o interno.

Pela primeira vez na história o Gol Quadrado recebia disco de freios ventilados, melhorando a eficiência nas frenagens, mais força e melhor desempenho, exigem freios mais eficientes.

Desempenho

Equipado com o já consagrado motor AP 2.0 segunda geração, com tuchos hidráulicos e injeção multiponto, na prática era confiável e muito rápido, entregando ótimos 120 CV de força e pesando menos de 1 tonelada, ficava difícil ser superado.

Na estrada tinha uma ótima velocidade de cruzeiro, se mantendo acima de 160 KM/h por longos períodos sem oscilações, e sem passar vibrações para a carroceria, passou a ser o carro nacional com maior velocidade final real.

O câmbio de relações curtas, oferecia engates precisos e macios, mesmo com o motorista engatando as marchas com força, a eficiência era a mesma, divertido de dirigir e com muita esportividade.

Na cidade era imbatível, o melhor do Brasil de 0 a 100 Km/h, só perdendo em retomadas de 0 a 40 KM/h para o Uno 1.6R.

A carroceria quadrada e o sistema de suspensão, eram muito eficientes em curvas de alta, mesmo com piso molhado.

Acabamento Externo

Cor azul Mônaco;

Frente com faróis quadrados, embutidos em um mesmo conjunto com as setas;

Grade de ar preto, com frisos na horizontal;

Para – choques envolventes bicolor, preto e cinza, com um fino friso azul;

Luzes de longo alcance redondas na parte superior do para – choque dianteiro;

Farol de neblina embutido no para – choque dianteiro, com desenho que acompanham as linhas do carro;

Faixa lateral esportiva em toda a lateral do carro, em tons cinza e preto;

Rodas cromadas de liga – leve, 185/60 R14;

Retrovisores da cor do carro;

Logo “GTI” na coluna central da carroceria;

Antena no teto estilo barbatana;

Aerofólio traseiro, pintado na cor do carro;

Lanternas traseiras bicolor, fumê;

Logo “GTI” na tampa do porta – malas;

Moldura preta em acrílico para placa;

Saída dupla do escapamento, estilo GT.

Acabamento interno

Painel satélite com conta-giros e escala em vermelho;

Volante espumado, quatro bolas, modelo esporte fino;

Acendedor de cigarros;

Cinzeiro no console da alavanca do câmbio;

Acabamento de bancos e portas em tecido em tons cinza e azul;

Bancos esportivos Recaro;

Encosto de cabeça vazado nos bancos dianteiros;

Porta malas e assoalho acarpetado, com tecido em alto padrão;

Vidros, travas e retrovisores com ajuste elétrico;

Ar-condicionado;

Ar quente;

Rádio toca-fitas digital.

Porta fitas K7.

Desembaçador elétrico do vidro traseiro.

Tapetes com Logo VW;

Assoalho e porta – malas acarpetados.

Ficha Técnica – Gol GTi 2.0 1989

Carroceria Hatch;

Porte Compacto;

2 portas;

Motor VW AP 2.0 segunda geração;

Cilindros 4 em linha;

Longitudinal;

Tuchos Hidráulicos;

Tração Dianteira;

Combustível Gasolina;

Injeção Multiponto;

Direção Hidráulica;

Câmbio manual de 5 marchas;

Embreagem monodisco a seco;

Freios a disco ventilado nas rodas dianteiras e tambor nas rodas  traseiras;

Peso 997 KG;

Potência 120 CV;

Potência Máxima 5600 RPM;

De 0 a 100 – 9,2 Segundos;

Velocidade máxima 181 KM/h;

Consumo Consumo na Cidade 8,5 KM/L – Estrada 13,4 KM/L;

Porta malas 146 Litros;

Carga útil 340 KG;

Tanque de combustível 47 Litros;

Valor atualizado aproximado se refere apenas a uma estimativa de quanto o carro custaria hoje Zero Km na concessionária.



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