Fusca 1300L 1976 A Solução Na Crise do Petróleo

Com a crise do petróleo, em 1975 a pedido do governo militar, muitos modelos nacionais tiveram a potência reduzida, o Fusca 1300L foi um deles

Se por um lado a giclagem do carburador diminuiu, para economia de combustível, por outro lado o motor havia ganho mais saúde, em 1975 chega o motor VW Boxer, com taxa de compressão de 6,8:1 e 46 CV de força, o consumo do Fusca 1300L 1976, pouco mudou.

No mesmo ano chega ao mercado seu primeiro concorrente nacional, o compacto Fiat 147, com uma estrutura mais moderna e muito econômico, o modelo da Fiat também trazia uma lista de problemas e limitações, natural de uma montadora que acabara de chegar em um país de terceiro mundo, até o início da década de 1980 o modelo VW continuou reinando absoluto.

Sem a versão 1500 em produção, a versão 1300L, voltou a assumir o posto de versão intermediária.

Desempenho

O novo motor VW boxer 1300, entregava bons 46 CV de força, atingindo velocidade final de 117 KM/h, que para um modelo refrigerado a ar popular, era um grane feito, a mecânica descomplicada e de custo baixo também era uma atrativo da época, como se dizia na década de 1970 “Para um VW a ar, qualquer alicate é ferramente e qualquer arame é peça”.

Mesmo com mais potência o consumo na estrada ficava na média de 11 Km/l, com um tanque de 41 litros, ele tinha na estrada uma autonomia de 451 KM.

Na cidade era ágil o suficiente para um modelo popular;

O conjunto carroceria, chassis e suspensão oferecia um equilíbrio a altura dos modelos da década de 1960, modesto em curvas de alta, e em retas tinha leves oscilações e vibrações.

Acabamento Externo

Frente com faróis redondos de lentes planas, embutidos em moldura cromada;

Setas dianteiras sobre os para – lamas;

Para – choques em lâminas de aço carbono, cromados;

Rodas de aço tradicionais família Fusca, com lindas calotas cromadas;

Retrovisor cromado estilo raquete;

Maçanetas cromadas;

Lanternas traseiras tricolor com Luz de ré, estilo Fuscão;

Cantoneiras cromadas, no rodapé dos para – lamas;

Grande logo “1300L” na tampa do motor;

Acabamento Interno

Painel com acabamento em plástico preto, com mostradores básicos;

Volante de plástico, em imitação de marfim, com aro cromado para acionamento da buzina, e o brasão Wolfsburg ao centro;

Acendedor de cigarros e cinzeiro embutido no painel;

Ar – quente – apenas em modelos mais específicos;

Rádio AM – Volkswagen;

Acabamento de portas em vinil;

Acabamento dos bancos em tecido em vinil;

Cinzeiros cromados na lateral dos bancos traseiros.

Assoalho e porta malas emborrachados.

Ficha Técnica – Fusca 1300L 1976

Carroceria VW;

Porte Compacto;

2 portas;

Motor VW Boxer 1300 refrigerado a ar;

Cilindros 4 opostos;

Longitudinal;

Tuchos Mecânicos;

Tração Traseira;

Combustível Gasolina;

Carburador;

Direção Simples;

Câmbio manual de 4 marchas;

Embreagem monodisco a seco;

Freios a tambor nas quatro rodas;

Peso 780 KG;

Potência 46 CV;

9,1 kgfm a 2800 rpm;

Potência Máxima 4600 RPM;

De 0 a 100 – 39,1 Segundos;

Velocidade máxima 117 KM/h;

Consumo Consumo na Cidade 7 KM/L – Estrada 11 KM/L;

Autonomia 287 KM na Cidade – 451 Km Na estrada;

Porta malas 141 Litros;

Carga útil Não informado;

Tanque de combustível 41 Litros;

Motor Tudo – Fusca 1300L 1976

Carros Clássicos Brasil – Fusca

2 comentários sobre “Fusca 1300L 1976 A Solução Na Crise do Petróleo”

  1. Esse caro me faz lembrar muito das décadas de 1970 e 1980. Sei que um tio, irmão da minha mãe, rodava muito com um Fusca, nas estradas inclusive. Viajava muito de São Paulo para Nazaré Paulista, região de Sertãozinho, no interior. Vou ficar devendo o dado se o motor era 1300 ou 1500. Muita gente da família ou conhecidos tiveram um Volkswagen com motor arrefecido a ar, Fusca, Brasília, Variant, Kombi. Em uma Variant II, bastante confortável para a época, eu fui com um casal amicíssimo da minha família, para o Rio de Janeiro, no final de 1978, para passar o revéillon de 1979. Ótimas lembranças. A Variant II foi firme, tanto na ida quanto na volta, e com bastante conforto, pois era um carro que havia sido comprado, na época, fazia muito pouco, era zero quilômetro.

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