Dodge Charger R/T 1975 de 215 CV de força e velocidade final real de 185 Km/h

A fera da Dodge / Chrysler, se tornou sinônimo nacional de força e esportividade, graças a usina de forna de baixo do capô, 1.3 segundos mais rápido de 0 a 100 que seu concorrente Maverick GT.

Além de ser mais ágil que o Maverick GT, o Dodge Charger R/T 1975 conseguia ser 2 KM/L mais econômico na estrada que seu concorrente da Ford, força e agilidade eram seus pontos fortes, além de um atraente visual esportivo que lembrava muito os Muscle Car, norte americanos, o acabamento interno ficava mais para um modelo executivo de luxo, sendo os bancos dianteiros verdadeiras poltronas de modelos de luxo europeus e americanos.

No início da segunda metade dos anos 1970, a montadora americana ainda sonhava com um lugar ao sol no mercado brasileiro, mesmo com a crise no petróleo, e tentando vender carros em um país atrasado sob uma ditadura militar, os esforços surpreendiam, carros cada vez mais luxuosos, potentes, com materiais de muita qualidade e com um preço mais baixo ano a ano.

Mesmo sem ser um grande sucesso em vendas, ele se tornou a maior lenda nacional até os dias de hoje no quesito força, ainda é bastante comum ouvir frases como “Esse carro anda como um Dojão” ou “bebe mais que um Dojão”, nos últimos 10 anos a febre dos Muscle car, desembarcou com muita força aqui no Brasil e a procura por Dodge R/T aumentou significativamente, se nos anos 1980 ele chegou a custar preço de geladeiras e TVs, hoje um modelo bem restaurado pode chegar a R$ 200.000,00.

Desempenho

O poderoso motor Dodge LA 318 – 5.2 V8, conseguia deixar o carro ágil e gostoso de dirigir, era um verdadeiro navegador silencioso, indo de 0 a 100 em ótimos 9,5 Segundos, e velocidade final de 180 KM/h reais, bons números um modelo de mais de 1500 KG.

Na cidade quase dava para esquecer que estava dirigindo um carro com quase 5 metros, era ágil e macio para dirigir.

Na estrada era preciso em retomadas e muito seguro em ultrapassagens, mas em curvas de alta era bom ficar atento, suspensão macia + direção hidráulica pouco precisa + muita potência, você poderia acabar vendo o mundo girar.

Os ponto negativo ficava para o consumo, o carro era um beberrão compulsivo, se estivesse muito bem regulado, e com as manutenções em dia, fazia no máximo 5 Km/L na cidade, mas existem registros de modelos semi novos nos anos 1970 que chegavam a fazer 2 Km/L na cidade.

A versão Dodge Charger R/T 1975, já era equipado com sistema de freios a disco ventilado nas rodas dianteiras, deixando para trás a falta de equilíbrio e pouca eficiência nas frenagens.

Acabamento externo

Frente com grade de ar do motor bipartida, com faróis duplos de lentes redondos, boleadas e seta no meio.

Largos para – choques em aço carbono cromados.

Entradas de ar, nas extremidades do capô.

Faixa adesiva preta, em toda a extensão lateral do carro, com o logo ” Charge R/T”.

Teto em vinil preto.

Maçanetas cromadas.

Rodas de aço tradicionais Dodge.

Retrovisor redondo, cromado, muito pequeno para um carro tão grande e com tanta potência.

Lanterna traseira bicolor com luz de ré.

Logo “Charge R/T” na tampa do porta – malas.

Acabamento Interno

Painel com acabamento em madeira estilo mogno.

Mostradores em escala circular + conta – giros.

Volante esportivo de três raios, em couro costurado a mão.

Ventilador de três velocidades.

Ar – quente.

Ar – condicionado – Opcional.

Rádio AM.

Console da alavanca do câmbio de marchas em madeira.

Acendedor de cigarros e cinzeiro embutidos no painel, nas portas cinzeiros cromados.

Acionamento dos vidros manual basculante.

Acabamento dos bancos e portas em couro.

Assoalho acarpetado.

Porta – malas com forração em feltro preto.

Ficha Técnica – Dodge Charger R/T 1975

Carroceria Cupé.

Porte Grande.

2 portas.

Motor LA 318 – 5.2.

Cilindros 8 em V.

Longitudinal.

Tuchos Hidráulicos.

Tração Traseira;

Combustível Gasolina;

Carburador.

Direção Hidráulica.

Câmbio manual de 4 marchas.

Embreagem monodisco a seco.

Freios a disco ventilado nas rodas dianteiras e tambor nas rodas traseiras.

Peso 1525 KG;

Potência 215 CV.

Potência Máxima 4400 RPM.

De 0 a 100 – 9,5 Segundos.

Velocidade máxima 185 KM/h.

Consumo Consumo na Cidade 5 KM/L – Estrada 8 KM/L.

Porta malas 436 Litros.

Carga útil 400 KG.

Tanque de combustível 62 Litros.

Preço atualizado aproximado – R$ 178.798,00.

Valor atualizado aproximado se refere apenas a uma estimativa de quanto o carro custaria hoje Zero Km na concessionária – Não possui nenhum parâmetro real do mercado atual.

Motor Tudo – Dodge Charge R/T 1975

O Motor Tudo, NÃO trabalha com nenhum tipo de comércio de carros, apenas faz matérias sobre a história de carros clássicos brasileiros.

Carros Clássicos Brasil – Dodge

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6 comentários sobre “Dodge Charger R/T 1975 de 215 CV de força e velocidade final real de 185 Km/h”

  1. Adorei estas máquinas realmente muito lindas

  2. UM CARRO QUE JAMAIS ESQUECEREI !
    Olhando esse carro, me veio a lembrança os idos anos 70. Tive um desses usado, com o capô preto. Jovem, casado, trabalhando muito, tive oportunidade de comprar um em algumas prestações .. Um grande amigo tinha um tambem igualzinho. Fiz uma viagem a Ubatuba com a família. Graças a Deus não tive acidente mas o motor era potente demais para aquela carroceria. Ao subir a serra mais parecia estar domando um touro para quem tinha chegado no máximo a um corcel 72. Resolvi vende-lo e procurar um outro tipo de carro apesar da imponência do “dojão” e da minha imaturidade. Passava das duas da tarde qudo entrou na minha lanchonete um cara com duas garotas pedindo um lanche reforçado e fez mais pedido ao garçom, inclusive uisque. Lá pelas 4 da tarde chegou na ponta do balcão, saindo de uma sala reservada e pediu se poderia emprestar o meu carro para levar as amigas até um bairro próximo, pois chovia um pouco . Pagou a conta que não foi pouca pelo horário, deu uma gorgeta gorda para o garçom, e empurrou pelo balcão em minha direção algo embrulhado num jornal, como se fosse dinheiro para eu ficar como garantia do empréstimo do carro. Eu devolvi por duas vezes me negando a ficar com aquele embrulho que achava que deveria ser dinheiro. Onde informava que iria levar as amigas, deveria demorar entre ida e vinda no máximo uns 40 minutos. Não demonstrava estar bêbado. Apenas eu disse, volte logo pois está quase na hora de eu ir para casa para descansar e pegar o turno da noite e madrugada .Mais uma vez perguntou se queria ficar com a dita garantia embrulhada em jornal .Neguei mais uma vez e lhe entreguei as chaves. Pegou o carro na porta do bar, e seguiu. Passavam das 5 horas e meia e nada do cara chegar. Disse para o gerente que ele colocasse o carro em frente e que guardasse as chaves, pois eu tinha que ir para casa descansar e voltar para o trabalho. Voltei às 20:00: horas, ansioso e preocupado . O bar já lotado pois era numa sexta e nada do tal fulano que nem o nome eu sabia e nem o carro. Eu já não sabia mais o que fazer quando 22:30h mais ou menos pois não tirava os olhos do relógio encostou do outro lado da rua um caminhão, coisa que não acontecia de parar ali na praça principal no centro . O motorista , saiu, deu uma olhada para dentro dso bar, e eu o reconheci. Fui a seu encontro quando ele me abraçou e disse , rapaz pensei que era vc! Seu carro está batido lá na pontinha da estrada para Piquete e me informaram q, o cara tinha morrido com mais uma garota.Imagine o meu estado de nervos.Um amigo me colocou no carro dele, pois estávamos conversando antes sobre o caso e fomos até o tal local do acidente. O policial que já tinha tomado conhecimento do caso tambem pensou incialmente que era eu devido o carro. Conclusão, ninguem chegou a se machucar, nem o tal fulano que sumiu juntamente com a tal garota pois uma ele deixou em casa e eu fiquei com o prejuizão. Rebocamos o carro para a oficina de uma amigo onde ficou por mais de 6 meses e eu vendi para ele por 80 % do valor que paguei. Fiquei um tempão sem carro . Passado, uns 10 meses, estava eu no bar quando encosta o dojão todo reformado pelo mecânico. Ele me perguntou ,quer ficar com ele, te vendo? Agradeci, porem fez questão que eu desse uma volta pela praça para ver como ficou. Dirigi mais uma vez, sai entreguei o carro. Disse ele, já está vendido para um cara em Rezende e saiu cantando pneus. Quanto ao cara que me deu prejuizo nunca mais vi nem sombra parece que foi um sonho. Depois de uns tres meses, comprei um fusca e levei no mesmo mecânico que vendi o dojão para arrumar não me lembro o que. Aí perguntei, deu pra ganhar um bom dinheiro? ele era um ótimo cara, já faleceu. Respondeu, Ué, não ficou sabendo? Do que? Ao sair aquele dia, fui para Rezende para entregar e receber o dinheiro, mas alguns quilometros, antes, não sei como, o carro atravessou a pista contrária, por sorte não bateu em outro e caiu numa ribanceira, . Não me machuquei, incrível mas o carro, vendi no ferro velho. O que esse carro tinha não sei mas nem pensei em querer conserta-lo novamente. Essa foi a história verídica do meu Dojão Dart capô preto ! (Era lindo , o que todos achavam)

    1. José Bittencourt, que história fascinante, obrigado por participar do meu site, eu abria até uma latinha de cerveja para poder ler seu texto, obrigado.

    2. Olá amigo, bela história em, daria um belo filme

  3. Lindo automóvel. Por sinal, estou achando o site maravilhoso. Eu sonhei muito com um Dodge Dart nos anos 1970, minha época de criança, ou então, com um Opala. Meu pai teve uma Variant 1972, que tirou zero quilômetro na concessionária, lembro que na época, o representante da loja veio entregar o carro em casa. Eu vivi aquele período citado aqui, da ditadura, e de ser classe média em um país ainda com pouca tecnologia. Só fui ter carros melhores, saindo dos VW arrefecidos a ar, no início da década de 1990. Tive um GM Kadett 1.8 SL/E, que andava muito e era bem confortável, mas sempre pensando no Opalão, Diplomata, que. seminovo, até ficou acessível para mim, mas cujo seguro era elevado. Depois, passei para a Fiat, um Siena 1.6 16 V, outro aviãozinho. Lendo as matérias e relembrando da minha vida, de criança no Ipiranga, bairro da Independência, nos anos 1970, e mudança para o ABC Paulista, no final da década de 1980, onde moro até hoje, em Santo André. Os carros melhoraram muito em termos de tecnologia, mas os melhores sempre são caros, e dou preferência para comprar zero quilômetro, pois por mais “de confiança” que o seminovo seja, acabei tendo alguns probleminhas, e também soube deles com pessoas conhecidas. O Brasil não mudou muito, sob certos aspectos.

    1. Roberto Garcia, que maravilha ler seu comentário, tão cheio de lembranças, e fico grato pela admiração pelo motortudo, eu fiz este site pensando em pessoas como eu, você e todos que lembram das doces e difíceis épocas das décadas de 1970, 1980 e 1990.

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