DKW Vemag Belcar Rio 1965 A série especial

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O modelo DKW Vemag Velcar 1965, ganho duas novidades, a primeira foi novo sistema de reservatório de óleo 2 tempos o Lubrimat, e a série especial, Rio, em homenagem aos quatrocentos anos de fundação da cidade do Rio de Janeiro.

O novo sistema de armazenamento de óleo 2 tempos, tinha a capacidade de 3,5 litros, que mantinha o óleo mais próximo do motor, em um reservatório próprio.

Mas o sistema não era preciso, a quantidade de envio de óleo era confusa, em alguns momentos em excesso e outros faltava. A solução que os proprietários encontravam era isolar o reservatório.

Após 6 anos de produção o sedã da Auto Union, ainda era um dos modelos nacionais mais vendidos e desejados, principalmente entre frotistas e taxistas da época, chamava a atenção pela ótima qualidade do acabamento.

Desempenho

Estabilidade –  O conjunto, carroceria, chassi e suspensão, entregava o equilíbrio sugerido para a época, com uma suspensão macia, que entregava conforto, mas de desempenho modesto em curvas de alta.

Motor –  Utilizando o motor de dois tempos de 3 cilindros com 50 cv, exigia constantes manutenções preventivas para manter todos os distribuidores alinhados no tempo do motor e os níveis de óleo dentro do padrão solicitado no manual do proprietário.

Câmbio –  O câmbio manual de 4 marchas, com alavanca na coluna de direção, era de engates macios, mas em trocas muita rápidas de marchas a alavanca encavalava.

Retomadas e ultrapassagens – Com aceleração de 0 a 100 em 31,3 segundos, as retomadas e ultrapassagens deveriam serem feitas com um certo cuidado, principalmente em estradas de mão dupla e em subidas.

Consumo –  Para um motor de 3 cilindros a gasolina, fazer 6,7 km/l na cidade era uma grande virtude.

Acabamento Externo

Faróis –  Redondos de lentes boleadas, embutidos em uma moldura cromada;

Setas dianteiras – Embutidas nos pra-lamas abaixo dos faróis;

Para – choques –  Em lâminas de aço carbono cromados;

Faróis de neblina – Não;

Grade de ar do motor – Cromada com frisos na vertical e horizontal;

Retrovisores Externos – Estilo bracinho cromados;

Frisos – Fino friso metálico em toda a extensão lateral do carro;

Rodas – De aço com calotas cromadas tradicionais família DKW Vemag;

Maçanetas – Cromadas;

Logo – “Belcar Rio” na tampa do porta – malas;

Lanterna Traseira – Em cor única;

Bagageiro – Opcional;

Teto Solar – Não;

Limpador do vidro traseiro – Não;

Acabamento Interno e Instrumentos

Painel – Com mostradores básicos em escala circular;

Conta – giros – Não;

Acabamento do painel – Em aço na cor da carroceria – e o logo “Belcar Rio” na tampa do porta-luvas;

Volante – De plástico injetado de dois raios;

Sistema de som – Sim;

Ventilador – N/D;

Ar – condicionado – Não;

Ar –  quente – N/D;

Luz de leitura – Não;

Relógio – Não;

Acendedor de cigarros – Sim;

Cinzeiro – Sim;

Acionamento dos vidros – Manual basculante;

Sistema de travamento das portas – Mecânico;

Ajuste dos retrovisores externos – Manual;

Acabamento dos bancos – Em vinil branco;

Acabamento das portas – Em vinil branco;

Luz de Sinalização no rodapé das portas – Não;

Banco traseiro – Sem acessórios;

Encosto de cabeça – Não;

Desembaçador elétrico do vidro traseiro – Não;

Assoalho – Acarpetado;

Porta-malas – Acarpetado;

Ficha Técnica – DKW Vemag Belcar Rio1965

Carroceria – Sedã;

Porte – Compacto;

Portas – 4;

Motor –  Dois tempos – 1.0;

Cilindros – 3 em linha;

Válvulas por cilindro – N/D;

Posição – Longitudinal;

Combustível – Gasolina;

Potência – 50 cv;

Peso Torque – N/D;

Cilindrada – 981 cm³;

Torque máximo – 8,5 kgfm a 2250 rpm;

Potência Máxima – 4500 rpm;

Tração – Dianteira;

Alimentação –  Carburador descendente Brosol 40 CIB, com gicleur principal 132,5, gicleur de combustível de marcha lenta g-50, corretor de ar da marcha lenta 1,7, corretor de ar principal 110, gicleur de combustível do afogador 160, corretor de ar do afogador 3,5, venturi 32, emulsionador 46, agulha da bóia 1,5 e parafuso de ajuste da mistura da marcha aberto 3 a 4 meias voltas.;

Direção – Simples;

Câmbio – Manual de 4 marchas com alavanca na coluna de direção;

Embreagem – Monodisco a seco;

Freios – Tambor nas 4 rodas;

Peso – 940 kg;

Suspensão dianteira – mola transversal com fitas de polietileno, acima, e braços de suspensão triangulares, abaixo;

Suspensão traseira – Em eixo flutuante da Auto Union;

Molas transversais com fitas de polietileno em conjunto com dois amortecedores telescópicos em ação dupla, uma na dianteira e outra na traseira.

Comprimento – 4402 mm;

Distância entre-eixos – 2450 mm;

Largura – 1695 mm;

Altura – 1488 mm;

Aceleração de 0 a 100 – 31,3 Segundos;

Velocidade máxima – 125 km/h;

Consumo: Cidade 6,7 km/l – Estrada 8,5 km/l;

Autonomia: Cidade N/D – Estrada N/D;

Porta malas – N/D;

Carga útil – 410 kg;

Tanque de combustível – 45 Litros;

Valor atualizado Aproximado – R$ 63.341,00;

Valor atualizado aproximado se refere apenas a uma estimativa de quanto o carro custaria hoje Zero Km na concessionária – Não possui nenhum parâmetro real do mercado atual.

O Motor Tudo, NÃO trabalha com nenhum tipo de comércio de carros, apenas faz matérias sobre a história de carros clássicos brasileiros.

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Comments

  1. Eu tive um Belcar S, o último modelo fabricado, que tinha 10 HP a mais de potência, 4 faróis e viajei bastante com ele. No tempo todo em que fiquei com o carro, não tive queixas do sistema Lubrimat, que funcionava perfeitamente, da caixa de marchas, que nunca ‘encavalou’ nada, e do consumo, que na matéria me parece exagerado. Nunca medi o consumo, mas viajei várias vezes entre minha casa, no Rio, e a casa dos meus pais, em Guarulhos, trajeto de exatos 430 Km, e se o consumo fosse realmente de 8,5 Km/l eu teria de abastecer no caminho, coisa que nunca precisei fazer. Sobre a necessidade de regular platinados, eu só fazia isso quando precisava substituir platinados, coisa rara, pois, ao contrário dos outros carros que só possuíam um platinado, o Belcar possuía três, ou seja, cada um delas funcionava três vezes menos que nos outros. Minhas queixas sobre o carro eram a oscilação no volante em curvas fechadas, pois o carro usava cruzetas (não homocinéticas) e a falta de um freio motor decente. Na primeira viagem que fiz, descendo a Serra das Araras, com o roda livre desativada, o carro embalou demais e eu precisei pisar forte no freio, o que quase me fez capotar. Meu carro não fumaçava, como era normal em DKW Vemag sem Lubrimat, e era muito gostoso de dirigir. Ah, o porta malas não tinha o tamanho ideal para um carro que transportava seis pessoas. É isso. Ah, antes que eu me esqueça, não é correto falar em retrovisores externos, pois os carros naquela época só possuíam um, do lado do motorista.

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