Corcel 2 1986 o fim da produção de uma verdadeira lenda

Marcou sua história na industria automobilística nacional, e até hoje um dos modelos mais procurados por colecionadores e fãs de carros antigos

Ele iniciou sua trajetória em 1968, preenchendo uma lacuna deixada pelos modelos DKW Vemag, dominou o mercado dos médios durante a década de 1970 ao lado do VW Passat, e encerrou sua saga com a versão Corcel 2 1986.

Entre os anos de 1968 e 1973, reinou em absoluto no mercado dos médios no Brasil, e durante a década de 1970 e início da década de 1980, foi o responsável por manter a economia da Ford na transição dos Muscle Cars, para os modelos médios e compactos.

Entre os anos de 1981 e 1983, a família Ford Corcel – Del Rey, atingiu incríveis picos de vendas, a fila de espera por um zero km, poderia chegar até 120 dias, dependendo da versão solicitada e região que o comprador morasse.

Em 1985 o mercado dos médios coupés, hatchs e sedãs dois volumes como o VW Passat, começaram a perder mercado, a tendência passou a ser, peruas, sedãs compactos e de médio porte, além dos hatchs compactos.

A Ford tinha em seu segmento o hatch médio, Ford Escort que dominava as vendas em sua categoria, e o Del Rey, que na prática era um Corcel sedã com uma suspensão diferenciada e um acabamento mais refinado.

Sem muitas opções de mercado, com com novas tendencia surgindo para a segunda metade da década de 1980, a Ford decidiu descontinuar, o modelo que praticamente sustentou a montadora entre os anos de 1975 e 1983.

Desempenho

Estabilidade –  O conjunto, carroceria, chassi e suspensão, ainda era muito eficiente e atualizado para a época, mas a suspensão muito macia, deixava o carro instável em curvas de alta.

Motor –  Utilizando o motor CHT 1.6 de a álcool de 71,6 CV, deixava o Corcel 2 1986 dentro dos padrões para um modelo médio da época.

Câmbio –  O câmbio de 5 velocidades, era eficiente, macio nas trocas, mesmo em trocas mais rápidas mantinha uma boa performance, o ponto negativo ficava para o barulho que o engate da ré fazia, nada normal para um carro de médio porte.

Retomadas e ultrapassagens – O conjunto motor e câmbio já havia atingindo um patamar bastante atualizado para a época, não tinha o mesmo desempenho de um esportivo ou dos modelos 1.8 ou 2.0, mesmo assim era eficiente e muito seguro.

Consumo –  Na versão 1.6 a álcool, tinha um consumo considerado dentro dos padrões par a época, 13,3 km/l, na estrada, nos motores a álcool, na estrada, mas com 5 adultos e porta malas cheio o consumo aumentava mais do que esperado.

Acabamento Externo

Faróis –  Retangular, chanfrados nas extremidades, de lentes planas.

Setas dianteiras – Embutidas em um mesmo conjunto com os faróis;

Para – choques –  Em lâminas de aço carbono na cor grafite;

Faróis de neblina – Não;

Grade de ar do motor – De plástico, na horizontal na cor grafite;

Retrovisores – Satélites com controle mecânico interno;

Frisos – Emborrachado com detalhes cromados em toda a extensão lateral do carro;

Rodas – Rodas de aço, tradicionais da família Corcel 185/70 R13;

Maçanetas – Cromados;

Logo – “Corcel” na tampa do porta malas;

Lanterna Traseira – Tricolor frisada, com luz de ré;

Bagageiro – Não;

Teto Solar – Não;

Limpador do vidro traseiro – Não;

Acabamento Interno e Equipamentos

Painel – Com mostradores básicos em escala circular;

Acabamento do painel – Em vinil na cor grafite;

Volante – Espumado de dois raios;

Sistema de som – Rádio toca fitas AM/FM Ford Philco;

Ventilador – Sim;

Ar – condicionado – Não;

Ar –  quente – Sim;

Luz de leitura – Não;

Relógio – Não;

Acendedor de cigarros – Sim;

Cinzeiro – Sim;

Acionamento dos vidros – Manual basculante;

Sistema de travamento das portas – Mecânico;

Ajuste dos retrovisores externos – Interno mecânico;

Acabamento dos bancos – Em tecido plástico;

Acabamento das portas – Em vinil;

Luz de Sinalização no rodapé das portas – Sim;

Banco traseiro – Sem acessórios;

Encosto de cabeça – Para dois passageiros;

Desembaçador elétrico do vidro traseiro – Sim;

Assoalho – Acarpetado;

Porta-malas – Acarpetado;

Ficha Técnica – Corcel 2 1986

Carroceria – Coupé;

Porte – Médio;

Portas – 2;

Motor – CHT 1.6;

Cilindros – 4 Em linha;

Posição – Longitudinal;

Tuchos – Mecânicos;

Tração – Dianteira;

Combustível – Álcool;

Alimentação –  Carburador;

Direção – Simples;

Câmbio – Manual de 5 velocidades, alavanca no assoalho;

Embreagem – Monodisco a seco;

Freios – Freio a disco sólido nas rodas dianteiras e tambor nas rodas traseiras;

Peso – 1006 KG;

Comprimento – 4498 mm;

Distância entre-eixos – 2438 mm;

Potência – 71,6 CV;

Cilindrada – 1555 cm³;

Torque máximo – 11,9 kgfm a 2400 rpm;

Potência Máxima – 5000 RPM;

Aceleração de 0 a 100 – 16 Segundos;

Velocidade máxima – 155,8 km/h;

Consumo: Cidade 8,3 KM/L – Estrada 13,3 km/l;

Autonomia: Cidade 473,1, km – Estrada 758,1 km;

Porta malas – 380 Litros;

Carga útil – Não Informado;

Tanque de combustível – 57 Litros;

Valor atualizado Aproximado – R$ 65.165,00.

Valor atualizado aproximado se refere apenas a uma estimativa de quanto o carro custaria hoje Zero Km na concessionária – Não possui nenhum parâmetro real do mercado atual.

O Motor Tudo, NÃO trabalha com nenhum tipo de comércio de carros, apenas faz matérias sobre a história de carros clássicos brasileiros.

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2 comentários sobre “Corcel 2 1986 o fim da produção de uma verdadeira lenda”

  1. Esse último Corcel ll, com frente do DelRey, foi o Ford mais bonito já produzido.

    Como nos anos 80, praticamente só se vendia, além de motorização a álcool, hatches, peruas e sedans 2 portas.

    Demorou um pouco pra o mercado optar pelos modelos 4 portas (ou com portas traseiras).

    Méritos nesse caso, a Quantum e Prêmio CSL, que persistiram nesses formatos com versões exclusivas.

    No caso do Corcel ll, essa preferência da época do mercado brasileiro (carros 2 portas), explica por quê o modelo caiu.

    Pois desse modo, acabou sendo prejudicado pela Ford, ao ”competir” com versões menos equipadas do Del Rey (como o L da reportagem e o GL), que sendo seu produto ”top”, teve opções 2 portas em todas as suas versões (L, GL, Ghia e GLX).

    Um modo que a montadora poderia ter adotado teria sido: versões mais básicas do Del Rey, somente com 4 portas, deixando o Corcel ll exclusivo como 2 portas das versões L e GL (e talvez GLX).

    E versão Ghia, a mais equipada, aí sim, com opções 4 e 2 portas, só do Del Rey, como ocorreu de fato.

    Talvez então o Corcel ll tivesse sua existência prolongada até a chegada do Verona (Escort sedan 2 portas, lançado em 1989) e a Ford não teria perdido terreno pra Santana e Monza no segmento dos sedãs médios.

  2. Os maiores picos de vendas do Corcel II não foram entre 81 e 82, quando ele já estava em franco declínio. As maiores produções foram entre 78 e 80. Nos dez primeiros meses de produção, desde outubro de 1977 o Corcel II teve 100.000 unidades vendidas.

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