Volkswagen Brasilia 1300 á álcool 1980 tentativa frustrada

Volkswagen Brasilia 1300 á álcool 1980, um tentativa nada animadora da montadora, em lançar um modelo mais econômico com um combustível mais barato

Pela nova lei dos combustíveis, durante o regime militar, no início da década de 1980, as montadoras eram obrigas a produzirem uma determinada porcentagem de veículos com combustível derivado da cana de açúcar, o álcool, hoje mais conhecido como etanol, a montadora alemã não perdeu tempo, e tentou criar um modelo espaçoso, com consumo baixo e utilizando um combustível mais barato, o Volkswagen Brasilia 1300 á álcool 1980.

Na teoria a ideia era genial, o calculo era, álcool muito mais barato que a gasolina + baixo consumo do motor 1300 = A 50% de economia no final do mês, mas o tiro saiu pela culatra.

Na prática o motor 1300 a álcool não aguentou, rendeu muito menos do que se esperava no modelo hatch, e o consumo de combustível foi muito maior do que nos modelos a gasolina, pesando em média 110 KG a mais que o Fusca, e utilizando dupla carburação, o VW Brasilia se tornou lenta e sem fôlego, mas os dois maiores problemas eram a estabilidade do giro do motor tanto a frio como a quente.

Pela manhã e principalmente em dias mais frios, o álcool era de difícil combustão, nos motores VW refrigerados a ar, a situação era pior ainda, o motor 1300 com dois carburadores se recusava em funcionar pela manhã, e quando funcionava era uma verdadeira pipoqueira, mas após e devido aquecimento do sistema, se estabilizava, ao para o carro mesmo com motor aquecido, o carro também oferecia resistência para funcionar.

O consumo de combustível era alto, o desempenho baixo e após 6 meses de uso, devido ao exaustivas tentativas para aquecer pela manhã e as constantes tentativas de dar fôlego ao carro no dia a dia, as manutenções se multiplicavam, tornando o modelo enviável para o comprador e para a montadora, o versão 1300 a álcool foi descontinuada.

Hoje é um dos modelos, mais raro e colecionáveis

Desempenho

  • O motor VW 1300 a álcool, era apático e de consumo elevado, fazer manutenção em carro a álcool com 1 carburador era difícil, imaginem com dupla carburação;
  • Com o motor devidamente aquecido o desempenho na cidade era modesto, o suficiente para um carro popular da época;
  • Na estrada, em retomadas, tinha um desempenho abaixo do esperado, em velocidade final oficialmente deveria alcançar a velocidade de 110 KM/h mas dificilmente chegava 100 KM/h reais;
  • A suspensão VW, ainda utilizava uma tecnologia da década de 1960, em curvas de alta com piso molhado era sempre bom o motorista ficar atento, a repentinas saídas de frente.

 

Imagens Século 20 Veículos Antigos 

Acabamento Externo

  • Frente com faróis redondos duplos na horizontal, frisos metálicos ao lado do logo “VW”;
  • Para – choques em finas lâminas de aço carbono, cromados;
  • Cantoneiras de plástico preto nos para -choques;
  • Rodas de aço tradicionais da família Brasília, com calota preta de plástico ao centro;
  • Retrovisor de plástico preto, com ajuste manual;
  • Maçanetas cromadas;
  • Entrada de ar lateral para o motor;
  • Lanternas traseiras retangular de lente plana, bicolor, com luz de ré.

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Acabamento Interno

  • Painel nova geração, com mostradores básicos + relógio analógico;
  • Forração do painel em vinil preto;
  • Volante de plástico injetado de dois raios;
  • Radio AM Volkswagen;
  • Acendedor de cigarros coma aro luminoso;
  • Cinzeiro embutido no painel;
  • Porta – luvas com tampa;
  • Ventilador de duas velocidades;
  • Cinzeiro embutido na parede lateral do banco traseiro;
  • Acabamento de bancos e portas em vinil, tecido aveludado opcional;
  • Desembaçador elétrico do vidro traseiro;
  • Assoalho e porta malas emborrachados.

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Ficha Técnica – Volkswagen Brasilia 1300 a álcool 1980

  • Carroceria hatch;
  • Porte Compacto;
  • 2 portas;
  • Motor VW Box 1300 refrigerado a ar;
  • Cilindros 4 opostos;
  • Longitudinal;
  • Tuchos Mecânicos;
  • Tração Traseira;
  • Combustível Álcool;
  • Carburador duplo;
  • Direção Simples;
  • Câmbio manual de 4 marchas;
  • Embreagem monodisco a seco;
  • Freios a tambor nas 4 rodas traseiras;
  • Peso 896 KG;
  • Potência 49 CV;
  • Potência Máxima 4600 RPM;
  • De 0 a 100 – 23.5 Segundos;
  • Velocidade máxima 100 KM/h;
  • Consumo Consumo na Cidade 6 KM/L – Estrada 8 KM/L;
  • Porta malas 140 Litros;
  • Carga útil Não informado;
  • Tanque de combustível 46 Litros;
  • Preço atualizado Não informado;
  • Valor atualizado aproximado se refere apenas a uma estimativa de quanto o carro custaria hoje Zero Km na concessionária.

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Motor Tudo – Volkswagen Brasilia 1300 A álcool 1980

Carros Clássicos Brasil – VW Brasilia

Volkswagen Brasilia 1300 á álcool 1980 tentativa frustrada
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1 comentário em “Volkswagen Brasilia 1300 á álcool 1980 tentativa frustrada”

  1. Toda esta “encrenca” não era – evidentemente – causada pelo deslocamento volumétrico do motor (= 1300 cm3), nem pelo combustível (álcool), mas apenas pelos cabeçotes com entrada única (somente um furo) de admissão, obviamente “casados” com coletores de admissão simples, ao invés de duplos. Já no Fusca, que sobreviveu à Brasília, o motor de 1600 cm3 duplo-carburado sempre teve (tem) cabeçotes com entrada dupla (dois furos), obviamente “casados” com coletores duplos. O Marketing da VW descartou melhorar (corrigir) o motor 1300 a álcool duplo-carburado, cuja imagem ficou “queimada” com o público por causa do erro na Brasília, daí o eliminando, pois imagem “queimada” via-de-regra não tem conserto, seja com carro, seja com gente. O Fuscão 1500 (o motor 1500) era (é) igual ao 1300 nesse aspecto. Um dos Fuscões 1500 que eu tive, equipei com carburação dupla, em arranjo idêntico ao desta Brasília da presente matéria. O referido Fuscão equipado era ano 1974, portanto a gasolina, pois ainda não existia carro a álcool. Mesmo com gasolina o carro “engazopava” por conta do arranjo inadequado. Em suma, carburação dupla no motor VW boxer só funciona com o arranjo do 1600, e o Marketing da VW (sempre ‘palpiteiro’ como todo marketing era) aprendeu isto com a Brasília a álcool, produto criado e extinto pelo Marketing, desde o princípio vetado pela Engenharia. Interessante observar, os bons preparadores de São Paulo – SP já sabiam desta questão envolvendo a carburação dupla desde a década de 1960; os de Belo Horizonte – MG (inclusive eu) não: neste caso, boxer duplo-carburado, o fluxo de mistura admitida TEM OBRIGATORIAMENTE DE “ENXERGAR” AS VELAS DE IGNIÇÃO.

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